terça-feira, 5 de agosto de 2008

Tatin de maçã

Uma delícia, mas difícil de fazer bem feito (leia-se bonito...).

85g de manteiga sem sal amolecida
1 gema
165g de farinha
100g de manteiga sem sal
185g de açúcar
10 maçãs descascadas em gomos grossos
água gelada q.b.
sal q.b.
Natas batidas para servir

Bater a gema, o sal e 30ml de água gelada. Peneirar a farinha e misturar. Se a massa ficar seca, juntar água, colher a colher, até se conseguir formar uma bola. Embrulhar em película aderente e levar ao frigorífico por 30 minutos. Num tacho grande, derreter a manteiga, juntar o açúcar e o sal e deixar fervinhar até ficar castanho claro. Juntar as maçãs numa só camada e deixar cozer até ficarem douradas, mas firmes. Deitá-las, numa só camada e arrumadas em círculo, numa forma de tarte grande, com o caramelo. Estender a massa numa superfície enfarinhada e cortar um círculo grosso pouco maior que a forma. Com a ajuda do rolo, pôr o círculo de massa por cima das maçãs, aconchegando-o nos lados da forma de forma a envolvê-las. Assar em forno pré-aquecido a 220º por 25-30 minutos ou até dourar. Desenformar ainda quente, com cuidado, para um prato fundo. Servir morna, com as natas bem frias.

Gelatina de vodka e amoras pretas

Nunca, que me lembre, chamei pretas às amoras. Esta observação não tem, obviamente, nada a ver com racismo - clube de que não sou sócia, mesmo - mas com o facto de que elas, as amoras, sempre foram pretas. Por conseguinte, porquê adjectivá-las? É como chamar às natas brancas ou castanho ao chocolate (sim, que quando lhe chamam branco não é chocolate, sabiam?). Mas os súbditos de Sua Majestade têm destas coisas. Inclusivé a Nigella, de quem fanei a receita. Ou talvez (e muito provavelmente) a culpa seja da tradução brasileira para blackberries. E, num àparte muito meu: God, they don´t know what they´re doing.

300g de amoras pretas
185g de açúcar em pó
60ml de vodka
3 c. sopa de gelatina em pó
1 L de água
Natas batidas para servir

Num tacho tapado, ferver as amoras com o sumo, o vodka, a água e o açúcar, por cerca de 5 minutos ou até o açúcar se dissolver. Deixar arrefecer. Peneirar numa mousseline e coar, sem espremer. Dissolver a gelatina em parte do líquido obtido num tachinho em lume brando, sem deixar ferver. Misturar ao restante. Deitar numa taça de vidro (ou numa forma própria que se untou com óleo vegetal), levar ao frigorífico até endurecer e servir com as natas batidas e as framboesas que sobraram e que foram arrefecidas à parte.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Fool de papaia

Um fool é uma invenção americana, so they say, que mistura natas batidas com purés de fruta, e que eu a-d-o-r-o.

2 papaias (cerca de 1 kg)
2 c. sopa de sumo de lima
3 c. sopa de açúcar em pó
300 ml de natas para bater

Descascar as papaias, retirar as sementes e esmagar a polpa com um garfo (se forem batidas no liquidificador ficam líquidas demais). Bater as natas geladas até ficarem bem firmes, juntar a polpa, o açúcar e o sumo de lima aos poucos e bater muito bem. Servir bem frio em taças altas.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Compota de piri-piri

Duas receitas diferentes, óptimas para acompanhar carne grelhada. Prefiro a segunda, só porque fica mais bonita. Conservam-se por meses, desde que bem embaladas em frascos esterilizados.

Receita 1

1,5 cháv. de açúcar
1 cháv. de água
4 malaguetas
1 maçã verde grande com casca mas sem sementes

Bater tudo no liquidificador. Levar a lume baixo e ferver até engrossar e desprender do fundo da panela (uns 45 minutos), mexendo de vez em quando.

Receita 2

1 caixa de morangos lavados e picados
1,5 cháv. de açúcar
2 malaguetas picadas
1 cháv. de vinho branco seco

Juntar tudo e cozinhar em lume baixo até engrossar (cerca de 45 minutos), mexendo de vez em quando.

Peixe à Tahiti

Do livro “Cozinhar a bordo”, de Eneida Ceccon, uma brasileira que vive a bordo de um veleiro há anos (tenho que começar a treinar...).
2 pax

600g de cherne (ou outro peixe branco) em cubos
Sumo de 2 limões
1 pepino pequeno em fatias muito finas
2 cebolas em rodelas finas
2 tomates maduros em rodelas finas
1 c. sopa de leite de coco
Coco fresco (opcional)
Coentros picados
Sal e pimenta preta moída fresca

Marinar os cubos de peixe no sumo de limão por 15 minutos, mexendo de vez em quando. Temperar de sal e pimenta e misturar com os restantes ingredientes. Polvilhar com os coentros e servir bem frio. Conserva-se no frigorífico por 1 semana.

Salada caribeña

Praticamente a única coisa que me apetece comer quando o calor aperta é uma salada fresca, bem tropical e cheia de frutas. Para o Diogo, acompanha picanha grelhada, mas para mim, vale sozinha. Esta receita é cubana, segundo consta. Eu só acrescentei o presunto.
200g de presunto em fatias finas
1 manga grande
1 mamão médio
½ cháv. de natas batidas
½ cháv. de castanha de caju picada
4 c. sopa de sumo de limão
1 c. sopa de rum branco
2 c. sopa de yogurte natural
sal e pimenta preta moída fresca
raspa de 2 limões

Descascar e cortar em fatias finas a manga e o mamão. Arrumar em roseta num prato de servir grande, deixando o centro livre. Misturar o sumo de limão ao rum e salpicar as frutas. Polvilhar a raspa de limão, a pimenta e as castanhas de caju. Dispor as fatias de presunto enroladas no centro do prato e deitar o yogurte misturado com as natas por cima, temperados de sal e pimenta. Servir frio.

Pudim de pimentos vermelhos à andaluza

Um pudim que pode servir como entrada, acompanhado de torradinhas, ou como acompanhamento de carnes grelhadas, acompanhado como uma salada verde.

4 pimentos vermelhos grandes
2 cebolas grandes
3 dentes de alho
3 tomates maduros grandes
½ copo de azeite
250 ml de vinho tinto
200 ml de vinagre de vinho tinto
2 claras em castelo
1 envelope de gelatina sem sabor
sal e pimenta

Refogar os pimentos no azeite ate murcharem, juntar o tomate picado sem pele e sementes e o vinagre e cozinhar por 15 min. Liquidificar, juntar a gelatina hidratada em meia chávena de água e as claras batidas em castelo, envolvendo sem bater. Deitar numa forma de bolo inglês forrada com película aderente e levar ao frigorífico.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Santola recheada à moda do meu Pai

Uma vez disse que o meu Pai só sabia fazer duas receitas: esta é uma delas. A outra eram ovos estrelados em azeite.

1 santola grande cozida em água do mar (ou em água com muito sal)
sumo de 1 limão
4 c. sopa de maionese caseira
1 cháv. de miolo de pão fresco
1 c. chá de molho inglês
1 c. sopa de whisky (ou cognac)
2 ovos cozidos picados
2 c. sopa de salsa picada
Sal e piri-piri
Fatias de bom pão, gomos de limão e maionese para servir.

Arranjar a santola, retirando toda a carne. Misturar a carne desfiada e as ovas, se as houver, aos restantes ingredientes, reservando um ovo e ½ c. sopa de salsa. Encher a casca e enfeitar com o ovo picado e a salsa. Servir frio com pão, gomos de limão e maionese.

Lombo de vitela na panela de pressão

Receita modificada do livro “Cozinhar a bordo” da Eneida Ceccon, velejadora. Rápido de fazer e óptimo.

1 lombo de vitela limpo
2 c. sopa de vinho tinto (ou do Porto)
1 c. sopa de vinagre balsâmico
2 c. sopa de boa mostarda
2 cubos de caldo de carne
3 c. sopa de azeite

Dissolver a mostarda no vinho e no vinagre quentes. Cobrir a carne com esta mistura e marinar num saco de plástico por cerca de duas horas. Na panela de pressão, selar a carne escorrida no azeite de todos os lados e depois juntar a marinada restante. Fechar a panela, esperar que ferva e apagar o lume imediatamente. Deixar a panela arrefecer tapada e só então abrir a tampa. Cortar em fatias finas e servir com o molho da panela.

Pimentos de Padrón recheados com presunto e alho

250g de pimentos de padrón
50g de miolo de pão esfarelado
1 dl de leite
50g de bom presunto picado
1 dente de alho picado
sal, pimenta
1 dl de azeite

Lavar os pimentos, cortar-lhes uma tampa na horizontal e retirar o interior. Demolhar o miolo de pão no leite e envolver com o presunto, o alho, o sal, a pimenta e metade do azeite. Rechear os pimentos e arrumá-los num pirex, regados com o restante azeite. Assar por 30 min em forno de 200 graus.

Ginginha

Receita do Pantagruel, que se fez lá em casa a vida toda. Adoro isto.

500g de ginjas muito boas
200g de açúcar
1 pau de canela
Aguardente q.b.
1 cravinho

Lavam-se as ginjas, enxugam-se em panos e deitam-se num frasco de vidro de boca larga e rolha que se possa fechar bem. Por cima deita-se o açúcar, a canela, o cravinho e a aguardente necessária para que as ginjas fiquem bem cobertas. Deixa-se macerar num sítio escuro (ficam mais bonitas) por 6 semanas antes de beber.

Gari (conserva de gengibre à japonesa)

Duas receitas completamente diferentes, fornecidas por 2 restaurantes diferentes. Garanto a segunda, porque ainda não tive paciência para fazer a primeira.

Receita 1

Gengibre fresco
Sake q.b.
Vinagre de arroz q.b.
Açúcar q.b.

Coze-se o gengibre descascado e fatiado finíssimo em água por 1 hora. Escorre-se e volta a cozer-se mais uma hora noutra água. À parte, juntam-se partes iguais de vinagre, açúcar e sake e ferve-se ate fazer uma calda rala. Junta-se o gengibre à calda, ferve 5 minutos e guarda-se em frascos esterilizados.

Receita 2

125g de gengibre descascado e fatiado muito fino
2 c.chá de sal fino
2 c.sopa de açúcar
125ml de vinagre de arroz
2 c.sopa de água

Salgar o gengibre e reservar por uma semana no frigorífico, tapado. Deitar num frasco esterilizado. Ferver os ingredientes da calda e deitar por cima do gengibre. Refrigerar uma semana no frigorífico antes de usar. Dura 3 meses no frigorífico.

Patê de azeitonas

1 cháv. de azeitonas pretas sem caroço
2 c.sopa de azeite
2 c.sopa de natas batidas
100g de requeijão ou queijo fresco
sal (pouco) e pimenta fresca

Bater tudo no liquidificador, deitar numa forma de bolo inglês forrada com película aderente e gelar por umas horas. Desenformar e servir frio com torradinhas.

Camarões com farofa de pão e salsa

500g de camarões descascados
3 c. sopa de azeite
1 molho de salsa picada
6 fatias de pão sem casca
2 dentes de alho picados
1 piri-piri picado
Sal

Aquecer o forno em temperatura alta. Untar um pirex com metade do azeite, espalhar os camarões por cima e reservar. À parte, misturar o pão esfarelado, a salsa, os alhos, o sal, o piri-piri e o azeite restante. Deitar por cima dos camarões e levar ao forno quente, por cerca de 20 minutos ou até a farofa dourar.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Mousse de banana com champagne

Receita escrita à mão pela minha Mãe, no Pantagruel que herdei dela. Não imagino quem lha deu. É muito boa.

8 bananas maduras

6 ovos

6 c.sopa de açúcar

1 copo (200ml) de champagne doce

80g de nozes picadas

Bater as gemas com o açúcar até fazerem espuma. Bater as bananas no liquidificador com o champagne. Bater as claras em castelo bem firme. Juntar o puré de banana às gemas e acrescentar as claras em castelo, misturando sem bater. Distribuir em taças e polvilhar com as nozes picadas. Servir muito frio.

Tagliatelli com frango e pinhões

Rápido, bom e um resto de frango da véspera chega e sobra para duas pessoas.

restos de frango assado
100g de pinhões torrados a seco
100g de sultanas
1 raminho de alecrim fresco picado
1 gema
tagliatelli q.b.
azeite ou manteiga, se necessário
salsa picada
sal

Se for aproveitamento da véspera, escorrer o molho da assadura do frango para um tachinho. Se não fôr, usar azeite ou manteiga. Juntar os pinhões, as sultanas e o alecrim, a gema batida e aquecer até engrossar um pouco. Desfiar o frango. Cozer os tagliatelli em água e sal, escorrer e misturar com o frango desfiado. Deitar o molho por cima, envolver e enfeitar com o alecrim e a salsa picada.

Gambas com molho de café

E cá vai mais uma receita de camarão. Faço-a muitas vezes.

1 Kg de gambas grandes

1 cháv. de café forte

1 c. sopa de grãos de café

2 cebolas médias

1 alho francês

2 tomates maduros

50g de manteiga

1 cerveja

1 malagueta picada

coentros picados

sal

Descascar e tirar a tripa aos camarões. Pô-los a marinar por 2 horas com o sal, a pimenta, o piripiri e a cerveja. Picar as cebolas e o alho francês e alourar com metade da manteiga. Reservar metade do refogado e acrescentar à metade que ficou na frigideira as cabeças e cascas dos camarões. Deixar apurar 5 minutos. Juntar os tomates picados e o líquido da marinada, deixando ferver e acrescentando 50ml de água quente. 20 min depois, juntar o café e os grãos e deixar reduzir. Liquidificar e passar a mistura num passador, pisando com uma colher de pau. Fora do lume, acrescentar 1 c. sopa de manteiga e rectificar o sal. À parte, fritar os camarões na restante manteiga. Misturar o molho e o refogado que se reservou, deitar no prato de servir e salpicar com os coentros picados. Servir com arroz branco e uma salada verde.

Molho bêbado do Eduardo Pires

Do meu amigo Eduardo Pires, arquitecto de profissão e viajante do mundo de vocação, que adora cozinhar e comer (como eu), e que me manda receitas dos 4 cantos cantos do planeta. Este é um molho picante que fica bem com tudo.

2 dentes de alho grandes, ralados

1 polegar de gengibre sem casca, ralado

20 malaguetas secas, picadas

1 c.sopa azeite

sumo de 1 limão grande

2 cálices de bom vodka ou whisky

Misturar tudo e ferver em lume brando uns 5 minutos para só para evaporar parte do álcool. Guardar num frasco bem fechado. Dura meses.

Espetadas de marisco com mel

E cá estamos com mais gambas.

500g de gambas médias

250g de ostras (ou vieiras, mexilhões, etc), sem casca

3 c.sopa de mel

3 c.sopa de molho de soja

2 c. sopa de massa de pimentão

2 c. sopa de Xerez, Madeira ou Moscatel

sementes de sésamo

8 espetos de madeira ou metal

Descascar as gambas, deixando a ponta da cauda, e retirar o intestino. Juntar às ostras. Juntar os ingredientes da marinada e deitá-la sobre os mariscos. Deixar marinar pelo menos uma hora no frigorífico, de preferência de véspera. Espetar alternadamente nos espetos, salpicar com as sementes de sésamo e grelhá-los nas brasas, virando frequentemente, por alguns minutos.

Tagliatelle com salmão fumado

500g de tagliatelle
1 c. sopa de azeite
2 dentes de alho picados
400ml de natas
200 g de salmão fumado cortado em tirinhas
sumo de meio limão
1 tomate sem pele e sementes picado
coentros picados para salpicar
sal e pimenta branca


Cozer a massa até ficar al dente e reservar, quente. Entretanto, refogar rapidamente o alho no azeite, sem deixar queimar, e juntar o tomate picado, o sal e a pimenta, deixando apurar. Juntar as natas e deixar engrossar, com cuidado para não ferver. Juntar o salmão e o sumo de limão, mexendo, e misturar com o tagliatelle escorrido. Salpicar com os coentros e servir logo.

Foto daqui.

Peito de frango com manga e castanhas de caju

MVC-779S Esta receita foi inventada pela Paizinha, a minha empregada querida e adorada.

Nascida e criada no povoado onde fica a minha fazenda, as únicas coisas que ela sabia fazer quando eu cheguei eram arroz branco seco, feijão e qualquer coisa na panela de pressão, que podia ser carne de vaca, porco, franco ou até peixe (pasme-se). Achava que o forno era para guardar panelas e que batatas serviam para temperar.

Sete anos depois, cozinha melhor que eu. Eu trouxe as receitas e a experiência; ela juntou a arte e o dedo para o tempero. O arroz de pato dela é dos melhores que já comi, apesar de a receita ser da minha família. Faz tête d'achar à alentejana como eu nunca provei, e é coisa que ela nunca tinha visto antes de eu chegar. Caldeirada, arroz de marisco, peixe assado no forno, batatas a murro, bacalhau com broa de milho, etc. Tudo fica divino nas mãos dela.

Apresentei-lhe o azeite, a banha tirada da barriga do porco, a manteiga, as natas, a pimenta preta, os orégãos, o açafrão, o tomilho, o estragão, o alecrim, os poejos e a hortelã da ribeira (trouxeram-mos de Portugal e cultivo-os na minha horta), as sementes de coentros, o gergelim, o gengibre e mais mil ervas - das quais ela só conhecia a cebolinha, da qual só aproveitava a rama e estragava o melhor.

Apresentei-lhe também a estranha combinação entre doces e salgados, ou como usar bebidas alcoólicas num prato de carne ou peixe, como o patê da Kika, que a fascinou; como fazer arroz sem ser branco e seco, o que a deslumbrou; como fazer pão em casa, mil vezes melhor que o que se compra por aqui; mayonnaise, molho inglês, molho de soja, tahine, massa de pimentão, bacon, toucinho; sobremesas sofisticadas, mousses de chocolate e de frutas, mil-folhas, profiteroles, chiffons, tartes. Também lhe apresentei os brócolos, a couve refogada em alho (a que ela juntou uns pingos de lima que transformaram para sempre a minha receita básica); o lombo de porco, selado em azeite e recheado com manga, pêssego em calda (ela nunca viu o original) e castanhas de caju, que publicarei aqui um dia destes, etc, etc, etc.

Um dia, cheguei a casa tarde e a más horas. E a Paizinha surpreendeu-me com esta receita, que inventou porque era o que havia no frigorífico. Digam de vossa justiça.

2 c. sopa de manteiga

1 cebola grande picada

500g de peito de frango em cubos

2 c.sopa de farinha de trigo

1 boa pitada de colorau (opcional, pode ser açafrão)

2 cháv. de caldo de galinha

½ cháv. de castanhas de caju picadas

1 c. chá de gengibre ralado

1 molho de coentros picados

2 mangas médias cortadas em cubos

Sal e pimenta preta moída na altura

Refogar a cebola na manteiga até murchar. Juntar os cubos de frango e salteá-los até dourar. Temperar de sal e pimenta e acrescentar o colorau, para dar cor. Juntar a farinha, peneirando, e misturar bem, até os cubos de frango ficarem totalmente cobertos. Juntar o caldo de galinha, a castanha de caju e o gengibre, tapar, e cozinhar em lume baixo por 30-40 min ou até o frango ficar macio. Juntar os cubos de manga, ferver mais 2 min, misturar, salpicar os coentros e servir logo, com arroz branco e uma salada verde.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Boquerones à andaluza

Da Gioconda Scott, que tem as melhores receitas espanholas que vi até hoje na televisão.

2 kg de anchovas ou arenques muito pequenos

1 L de vinagre de xerez (ou um bom vinagre de vinho branco)

500ml de azeite bom

2 cabeças de alho

1 molho de salsa picada

sal q.b.

Abrir os peixes ao meio e tirar-lhes a espinha, a cabeça e o rabo (é mais fácil com uma tesoura). Arrumá-los em estrela num tabuleiro de barro e mariná-los no vinagre com sal por 24 horas ou até ficarem brancos. Cobrir com o azeite, o alho muito bem picado e a salsa picada e guardar no frigorífico por mais 24 horas. Dura meses, se for guardado no frigorífico.

Marquisette da Ana Misturadas*

Uma receita tirada directamente do baú da minha família. Já foi publicada pela minha irmã, mas é tão boa que merecia vir no jornal. É cara e trabalhosa. Nada típico meu, portanto. Como garante a Ana (e eu assino embaixo), "vale cada cêntimo e todo o esforço que se gaste nela".

Torta:
6 gemas de ovos
6 colheres de sopa de açucar
1 colher de sopa de farinha

Mousse:
250 gr de bom chocolate preto em tablette
100 gr de açucar
175 gr de manteiga s/sal (derretida)
4 ovos
Torta:
Batem-se as gemas com o açucar, depois juntam-se as claras (em castelo firme) e no fim a farinha, envolvendo bem mas sem bater. Vai ao forno em tabuleiro untado. Desenforma-se, enrola-se ainda quente, com a ajuda de um pano húmido, e deixa-se arrefecer.

Mousse:
Derrete-se o chocolate (em banho-maria ou no microondas) e trabalha-se com a colher de pau até ficar um creme homogéneo. Deixa-se arrefecer um pouco, junta-se o açucar e depois a manteiga (que previamente se bateu muito bem, até ficar em creme), e finalmente as gemas e as claras em castelo. Depois bate-se muito bem tudo isto, com as varas ou batedeira eléctrica, e reserva-se.

Corta-se a torta (já fria) em fatias de aproximadamente 1 cm de espessura, e forra-se com elas uma taça redonda, não apertando muito as fatias. No meio deita-se o creme de chocolate e vai ao frigorífico a gelar (o ideal é fazer de véspera, mas pelo menos 4 a 5 horas de frio são necessárias). Desenforma-se sobre um prato redondo e corta-se em fatias a partir do centro.

* A saudosa Ana Misturadas era empregada das minhas tias-avós. Morreu quando eu era pequenina. Esta Marquisette, uns famosos pastéis de massa tenra que nunca mais ninguém conseguiu copiar e outras delícias, eram a sua marca registada.

Roquemole

Uma espécie de guacamole com roquefort, da Nigella, a rainha inglesa das misturas malucas e de quem sou fã número 1. Ela tem muito a ver comigo no que toca a comida: o seu lema é "o máximo de sabor com o mínimo de esforço". Esta receita é uma excelente ilustração desta frase.

125 g de roquefort
2 abacates médios
4 c.sopa de natas ácidas
pingos de sumo de limão
1 chili verde picado
2 talos de cebolinha picada
paprika para salpicar
chips de milho para servir
Amassar tudo junto com um garfo, misturar a cebolinha e o chili, e salpicar a paprika. Servir com os chips de milho. Mais fácil, impossível.

Rolinhos de espinafres

12 fatias de pão de forma sem casca
400g de espinafres congelados picados
1 cebola grande picada
6 c. sopa de farinha de trigo
1 cháv. de leite
azeite q.b.
1 dente de alho picado
3 pimentos vermelhos
queijo parmesão ralado
sal e pimenta


Assar os pimentos no lume, tirar-lhes a pele e cortá-los em tiras de 2cm. Reservar. Refogar a cebola no azeite até alourar. Juntar os espinafres e cozinhar tapado por 5 min. Peneirar a farinha de trigo, mexendo sempre, e juntar aos poucos o leite, o sal e a pimenta. Cozinhar até engrossar e retirar do lume. Deve ficar tipo esparregado. Deixar esfriar um pouco e distribuir pelas fatias de pão. Enrolar cada uma delas com cuidado, formando um rolinho, e atá-las com uma tira de pimento, deixando as pontas para baixo. Arrumar os rolinhos num tabuleiro, polvilhar com queijo ralado à volta das tiras de pimento e gratinar em forno muito quente só para dourar.

Mousse de salmão fumado com molho de alho-francês

1 alho-francês
20g de manteiga
sal e pimenta fresca
450g de filetes de salmão fumado
120ml de natas
1 clara
1 cenoura em cubinhos muito pequenos
½ talo de aipo em cubinhos
torradinhas para servir

Cortar o alho francês em rodelas fininhas, reservando algumas para decorar. Refogar o resto na manteiga até murchar. Temperar com sal e pimenta. No liquidificador, bater o salmão, as natas, a clara, sal e pimenta, até obter uma mistura homogénea. Adicionar a cenoura e o aipo e misturar. Distribuir em 12 copinhos de pirex, enchendo até ¾ do volume. Colocar na cesta de uma panela a vapor e cozinhar por 10 min. Entretanto, bater o refogado de alho francês no liquidificador até obter uma pasta. Retirar os copinhos do vapor e completar com o creme. Cobrir com película e gelar. Servir decorado com as tirinhas de alho-francês e as torradinhas.

Pimentos recheados com queijo fresco

4 pimentos verdes
250g de queijo fresco
1 ovo
2 c.sopa de coentros picados
sal e pimenta preta

Lavar os pimentos e retirar-lhes a tampa, limpando-os de sementes e das peles brancas. Se necessário, cortar-lhes uma fatia fina da base para se manterem de pé. Cortar o que se aproveita da tampa em cubinhos. Misturar muito bem o queijo, o ovo, os cubinhos de pimento, os coentros, o sal e a pimenta. Rechear os pimentos com este creme e gratiná-los em forno médio ate dourar. Servir quentes ou frios.

Foto daqui, que anda aí a Comadre.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Mousse neigeuse

Uma receita velhinha do Pantagruel. Há que tempos que não a fazia. Experimentei com o que tenho à mão, que é ricotta de má qualidade e natas que não crescem. Mesmo assim ficou óptima.

3 requeijões frescos
200ml de natas
2 c.sopa de leite
2 claras
5 c.sopa de açúcar em pó
1 pitada de baunilha

Batem-se as claras em castelo. Batem-se as natas. Batem-se os requeijões com o leite, o açúcar e a baunilha no liquidificador e juntam-se as natas, sem bater, e depois as claras, também sem bater. Serve-se bem gelado.

Jambalaya

Uma jambalaya é um prato a meio caminho entre a caldeirada e a paella, mas com um toque caribenho. Pode ser feita de tudo: carne, peixe, marisco, etc.

1 cebola grande picada
½ cháv. de aipo picado
1 cháv. de arroz
1 pimento verde picado
2 c.chá de molho inglês
1 kg de tomate maduro sem pele e sem sementes em cubinhos
250g de carne de caranguejo fresca ou congelada
camarões descascados q.b.
6 fatias de toucinho sem pele
sal e malaguetas
coentros para polvilhar

Num tacho fundo, fritar o toucinho na sua própria gordura até que fique estaladiço. Escorrer e reservar 2 c. sopa da gordura. Picar finamente o toucinho e reservar. Refogar na gordura que ficou no tacho a cebola, o aipo e o pimento por 5 min, ou até ficarem macios. Juntar o tomate, o arroz, o caranguejo, o molho inglês, o sal, as malaguetas e os camarões por cima. Cozinhar tapado, mexendo de vez em quando, até o arroz ficar macio. Polvilhar com o toucinho picado e os coentros e servir logo.

Camarões tandoori

Bem, eu tenho uma fazenda de camarão. E porque, normalmente, tenho no mínimo 100 kilos de camarão grande congelado em casa, não é de admirar que apareçam aqui receitas variadas do dito. É natural, eu como muito mais camarão do que carne. Desculpem, sim?

1 kg de camarões grandes
2 yogurtes naturais
1 pitada de cominhos
Sal e pimenta
1 pitada de paprika picante
1 pitada de colorau

Descascar os camarões, deixando só o rabo. Misturar todos os ingredientes e marinar os camarões por 30 min. Espetar em palitos de madeira umedecidos e grelhar na churrasqueira até dourar.