Não é que não saiba cozinhar... até sei. Mas o que eu gosto mesmo é de experimentar coisas novas. E coleccionar receitas. E como tenho centenas delas, algumas inéditas, decidi pô-las aqui.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Tarte do que havia no frigorífico
1 rolo de pâte brisée pronta
1 pacote de natas (200 ml)
500g de queijo fresco
3 tomates maduros
4 ovos
2 mãos-cheias de azeitonas pretas*
sal, pimenta e noz-moscada
* estas estavam temperadas com alho, azeite e orégãos
Bati os ovos com as natas e o queijo fresco com uma vara de arames e temperei-os. Cortei os tomates às rodelas finas e espalhei-os pela massa de tarte já aberta. Deitei-lhe o creme de ovos por cima e espalhei as azeitonas. Assei em forno médio por 45 minutos, mais coisa menos coisa. E pronto. Ficou linda, ainda por cima.
domingo, 23 de novembro de 2008
Almoçarada

Puz a mesa na varanda e tentei abrir os chapeús-de-sol -- não havia vento há um mês, mas no sábado tinha de haver. Ainda duraram um bocado abertos, mas rapidamente tive que os fechar. Paciência. Este sol de Inverno aguenta-se bem.
O almoço foi pensado de forma a que eu não perdesse muito tempo na cozinha, fazendo quase tudo de véspera, e pudesse estar à mesa e gozar o almoço. O Diogo insistiu em fazer grelhados e esteve que tempos de guarda às brasas, também instaladas a um canto da varanda, mas teve sempre companhia.
Pela primeira vez na vida, tinha tudo pronto antes de toda a gente chegar, o que não é nada meu costume. Fiz várias entradas rápidas: salmão fumado, queijos, enchidos, presunto e vários patés, tudo servido com pão e tostinhas. Começámos com umas espetadas de lulas e camarão, depois passámos para as carnes (febras, entremeada, costeletas de borrego e de porco e salsichas), que isto é gente de muito alimento. Como acompanhamento, cuscus (que se faz à última da hora em 5 minutos) perfumado com azeite e orégãos e servido com frutos secos à parte (pinhões, nozes, amêndoas, passas, tâmaras, pistachios, etc), uma boa salada com um vinagrete de laranja, e batatas fritas para os miúdos, já se sabe. De sobremesa, uma mousse de chocolate, fruta, café e bombons. De bebidas, sangria e caipirinhas para começar e vinho branco e tinto para continuar. Os convidados são todos do melhor e rechearam-me a garrafeira para os próximos dez almoços.
Estar horas ao calor fez com que o Diogo tivesse febre hoje e eu não me aguento com dores nas costas, mas valeu a pena. Correu muito bem e toda a gente gostou, ou não teriam saído de cá quase à meia-noite (!). Definitivamente, a repetir.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Rolinhos de linguado light com molho de queijo e limão
Mais uma receita interessante da Roche. Dá 6 porções de 254 calorias cada.6 lombos pequenos de linguado
sumo de ½ limão
sal
6 alcachofras
água com sal e limão para cozinhar as alcachofras
200g cogumelos frescos
30g queijo parmesão ralado
Molho:
800ml de leite desnatado
3 c. sopa rasas de farinha de trigo
120g de requeijão light
120g de queijo fresco
sal e noz-moscada ralada
Tempere os lombos com sal e limão, faça rolinhos e reserve. Coza a alcachofra em água, sal e gotas de sumo de limão. Para o molho, bata o leite, a farinha, o requeijão e o queijo fresco com o sal e a noz-moscada na batedeira. Leve ao lume para engrossar, mexendo sempre. Coloque a alcachofra no fundo de um pirex levemente untado e disponha os rolinhos de peixe e os cogumelos por cima. Cubra com o molho, polvilhe queijo ralado e leve ao forno quente aproximadamente 20 minutos.
Rolinhos de frango com queijo fresco e peras
Outra receita light, segundo a Roche. Dá 8 porções de 277 calorias cada.2 peitos frango
Misture o queijo, a gema, a salsa e a canela numa tigela. Reserve. Abra os peitos de frango, bata com um batedor de carne, protegendo com papel filme, até ficarem numa espessura bem fina. Recheie com a pasta de queijo e as peras, enrole e prenda com palitos. À parte, misture o ketchup, o vinho e o molho de soja, e pincele o frango enrolado. Leve a forno médio, para assar por aproximadamente 1 hora. Retire, corte em fatias e sirva.
Soufflé de queijo fresco light

400ml leite desnatado
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Arroz perfumado com maçã e canela
Original, esta receita. Fica excelente com lombo de porco assado. 4 pax. quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Bolo de noz em camadas

terça-feira, 28 de outubro de 2008
Foie gras com uvas
4 pax - é caro que se farta!terça-feira, 5 de agosto de 2008
Tatin de maçã
Uma delícia, mas difícil de fazer bem feito (leia-se bonito...).85g de manteiga sem sal amolecida
1 gema
165g de farinha
100g de manteiga sem sal
185g de açúcar
10 maçãs descascadas em gomos grossos
água gelada q.b.
sal q.b.
Natas batidas para servir
Bater a gema, o sal e 30ml de água gelada. Peneirar a farinha e misturar. Se a massa ficar seca, juntar água, colher a colher, até se conseguir formar uma bola. Embrulhar em película aderente e levar ao frigorífico por 30 minutos. Num tacho grande, derreter a manteiga, juntar o açúcar e o sal e deixar fervinhar até ficar castanho claro. Juntar as maçãs numa só camada e deixar cozer até ficarem douradas, mas firmes. Deitá-las, numa só camada e arrumadas em círculo, numa forma de tarte grande, com o caramelo. Estender a massa numa superfície enfarinhada e cortar um círculo grosso pouco maior que a forma. Com a ajuda do rolo, pôr o círculo de massa por cima das maçãs, aconchegando-o nos lados da forma de forma a envolvê-las. Assar em forno pré-aquecido a 220º por 25-30 minutos ou até dourar. Desenformar ainda quente, com cuidado, para um prato fundo. Servir morna, com as natas bem frias.
Gelatina de vodka e amoras pretas
Nunca, que me lembre, chamei pretas às amoras. Esta observação não tem, obviamente, nada a ver com racismo - clube de que não sou sócia, mesmo - mas com o facto de que elas, as amoras, sempre foram pretas. Por conseguinte, porquê adjectivá-las? É como chamar às natas brancas ou castanho ao chocolate (sim, que quando lhe chamam branco não é chocolate, sabiam?). Mas os súbditos de Sua Majestade têm destas coisas. Inclusivé a Nigella, de quem fanei a receita. Ou talvez (e muito provavelmente) a culpa seja da tradução brasileira para blackberries. E, num àparte muito meu: God, they don´t know what they´re doing. 300g de amoras pretas
185g de açúcar em pó
60ml de vodka
3 c. sopa de gelatina em pó
1 L de água
Natas batidas para servir
Num tacho tapado, ferver as amoras com o sumo, o vodka, a água e o açúcar, por cerca de 5 minutos ou até o açúcar se dissolver. Deixar arrefecer. Peneirar numa mousseline e coar, sem espremer. Dissolver a gelatina em parte do líquido obtido num tachinho em lume brando, sem deixar ferver. Misturar ao restante. Deitar numa taça de vidro (ou numa forma própria que se untou com óleo vegetal), levar ao frigorífico até endurecer e servir com as natas batidas e as framboesas que sobraram e que foram arrefecidas à parte.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Fool de papaia
Um fool é uma invenção americana, so they say, que mistura natas batidas com purés de fruta, e que eu a-d-o-r-o.2 papaias (cerca de 1 kg)
2 c. sopa de sumo de lima
3 c. sopa de açúcar em pó
300 ml de natas para bater
Descascar as papaias, retirar as sementes e esmagar a polpa com um garfo (se forem batidas no liquidificador ficam líquidas demais). Bater as natas geladas até ficarem bem firmes, juntar a polpa, o açúcar e o sumo de lima aos poucos e bater muito bem. Servir bem frio em taças altas.
terça-feira, 8 de julho de 2008
Compota de piri-piri
Duas receitas diferentes, óptimas para acompanhar carne grelhada. Prefiro a segunda, só porque fica mais bonita. Conservam-se por meses, desde que bem embaladas em frascos esterilizados.1,5 cháv. de açúcar
1 cháv. de água
4 malaguetas
1 maçã verde grande com casca mas sem sementes
Bater tudo no liquidificador. Levar a lume baixo e ferver até engrossar e desprender do fundo da panela (uns 45 minutos), mexendo de vez em quando.
Receita 2
1 caixa de morangos lavados e picados
1,5 cháv. de açúcar
2 malaguetas picadas
1 cháv. de vinho branco seco
Juntar tudo e cozinhar em lume baixo até engrossar (cerca de 45 minutos), mexendo de vez em quando.
Peixe à Tahiti
Do livro “Cozinhar a bordo”, de Eneida Ceccon, uma brasileira que vive a bordo de um veleiro há anos (tenho que começar a treinar...).2 pax
600g de cherne (ou outro peixe branco) em cubos
Sumo de 2 limões
1 pepino pequeno em fatias muito finas
2 cebolas em rodelas finas
2 tomates maduros em rodelas finas
1 c. sopa de leite de coco
Coco fresco (opcional)
Coentros picados
Sal e pimenta preta moída fresca
Marinar os cubos de peixe no sumo de limão por 15 minutos, mexendo de vez em quando. Temperar de sal e pimenta e misturar com os restantes ingredientes. Polvilhar com os coentros e servir bem frio. Conserva-se no frigorífico por 1 semana.
Salada caribeña
Praticamente a única coisa que me apetece comer quando o calor aperta é uma salada fresca, bem tropical e cheia de frutas. Para o Diogo, acompanha picanha grelhada, mas para mim, vale sozinha. Esta receita é cubana, segundo consta. Eu só acrescentei o presunto.1 manga grande
1 mamão médio
½ cháv. de natas batidas
½ cháv. de castanha de caju picada
4 c. sopa de sumo de limão
1 c. sopa de rum branco
2 c. sopa de yogurte natural
raspa de 2 limões
Descascar e cortar em fatias finas a manga e o mamão. Arrumar em roseta num prato de servir grande, deixando o centro livre. Misturar o sumo de limão ao rum e salpicar as frutas. Polvilhar a raspa de limão, a pimenta e as castanhas de caju. Dispor as fatias de presunto enroladas no centro do prato e deitar o yogurte misturado com as natas por cima, temperados de sal e pimenta. Servir frio.
Pudim de pimentos vermelhos à andaluza
Um pudim que pode servir como entrada, acompanhado de torradinhas, ou como acompanhamento de carnes grelhadas, acompanhado como uma salada verde.2 cebolas grandes
3 dentes de alho
3 tomates maduros grandes
½ copo de azeite
250 ml de vinho tinto
2 claras em castelo
1 envelope de gelatina sem sabor
Refogar os pimentos no azeite ate murcharem, juntar o tomate picado sem pele e sementes e o vinagre e cozinhar por 15 min. Liquidificar, juntar a gelatina hidratada em meia chávena de água e as claras batidas em castelo, envolvendo sem bater. Deitar numa forma de bolo inglês forrada com película aderente e levar ao frigorífico.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Santola recheada à moda do meu Pai
Uma vez disse que o meu Pai só sabia fazer duas receitas: esta é uma delas. A outra eram ovos estrelados em azeite.1 santola grande cozida em água do mar (ou em água com muito sal)
sumo de 1 limão
4 c. sopa de maionese caseira
1 cháv. de miolo de pão fresco
1 c. chá de molho inglês
1 c. sopa de whisky (ou cognac)
2 ovos cozidos picados
2 c. sopa de salsa picada
Sal e piri-piri
Fatias de bom pão, gomos de limão e maionese para servir.
Arranjar a santola, retirando toda a carne. Misturar a carne desfiada e as ovas, se as houver, aos restantes ingredientes, reservando um ovo e ½ c. sopa de salsa. Encher a casca e enfeitar com o ovo picado e a salsa. Servir frio com pão, gomos de limão e maionese.
Lombo de vitela na panela de pressão
Receita modificada do livro “Cozinhar a bordo” da Eneida Ceccon, velejadora. Rápido de fazer e óptimo.1 lombo de vitela limpo
2 c. sopa de vinho tinto (ou do Porto)
1 c. sopa de vinagre balsâmico
2 c. sopa de boa mostarda
2 cubos de caldo de carne
3 c. sopa de azeite
Pimentos de Padrón recheados com presunto e alho
250g de pimentos de padrón50g de miolo de pão esfarelado
1 dl de leite
50g de bom presunto picado
1 dente de alho picado
sal, pimenta
1 dl de azeite
Lavar os pimentos, cortar-lhes uma tampa na horizontal e retirar o interior. Demolhar o miolo de pão no leite e envolver com o presunto, o alho, o sal, a pimenta e metade do azeite. Rechear os pimentos e arrumá-los num pirex, regados com o restante azeite. Assar por 30 min em forno de 200 graus.
Ginginha
Receita do Pantagruel, que se fez lá em casa a vida toda. Adoro isto.500g de ginjas muito boas
200g de açúcar
1 pau de canela
Aguardente q.b.
1 cravinho
Gari (conserva de gengibre à japonesa)
Duas receitas completamente diferentes, fornecidas por 2 restaurantes diferentes. Garanto a segunda, porque ainda não tive paciência para fazer a primeira. Gengibre fresco
Sake q.b.
Vinagre de arroz q.b.
Açúcar q.b.
Coze-se o gengibre descascado e fatiado finíssimo em água por 1 hora. Escorre-se e volta a cozer-se mais uma hora noutra água. À parte, juntam-se partes iguais de vinagre, açúcar e sake e ferve-se ate fazer uma calda rala. Junta-se o gengibre à calda, ferve 5 minutos e guarda-se em frascos esterilizados.
Receita 2
2 c.chá de sal fino
2 c.sopa de açúcar
125ml de vinagre de arroz
2 c.sopa de água
Salgar o gengibre e reservar por uma semana no frigorífico, tapado. Deitar num frasco esterilizado. Ferver os ingredientes da calda e deitar por cima do gengibre. Refrigerar uma semana no frigorífico antes de usar. Dura 3 meses no frigorífico.
Patê de azeitonas
1 cháv. de azeitonas pretas sem caroço2 c.sopa de azeite
2 c.sopa de natas batidas
100g de requeijão ou queijo fresco
sal (pouco) e pimenta fresca
Bater tudo no liquidificador, deitar numa forma de bolo inglês forrada com película aderente e gelar por umas horas. Desenformar e servir frio com torradinhas.
Camarões com farofa de pão e salsa
500g de camarões descascados3 c. sopa de azeite
1 molho de salsa picada
6 fatias de pão sem casca
2 dentes de alho picados
1 piri-piri picado
Sal
Aquecer o forno em temperatura alta. Untar um pirex com metade do azeite, espalhar os camarões por cima e reservar. À parte, misturar o pão esfarelado, a salsa, os alhos, o sal, o piri-piri e o azeite restante. Deitar por cima dos camarões e levar ao forno quente, por cerca de 20 minutos ou até a farofa dourar.
terça-feira, 17 de junho de 2008
Mousse de banana com champagne
Receita escrita à mão pela minha Mãe, no Pantagruel que herdei dela. Não imagino quem lha deu. É muito boa.8 bananas maduras
6 ovos
6 c.sopa de açúcar
1 copo (200ml) de champagne doce
80g de nozes picadas
Bater as gemas com o açúcar até fazerem espuma. Bater as bananas no liquidificador com o champagne. Bater as claras em castelo bem firme. Juntar o puré de banana às gemas e acrescentar as claras em castelo, misturando sem bater. Distribuir em taças e polvilhar com as nozes picadas. Servir muito frio.
Tagliatelli com frango e pinhões
restos de frango assado Se for aproveitamento da véspera, escorrer o molho da assadura do frango para um tachinho. Se não fôr, usar azeite ou manteiga. Juntar os pinhões, as sultanas e o alecrim, a gema batida e aquecer até engrossar um pouco. Desfiar o frango. Cozer os tagliatelli em água e sal, escorrer e misturar com o frango desfiado. Deitar o molho por cima, envolver e enfeitar com o alecrim e a salsa picada.
Gambas com molho de café
E cá vai mais uma receita de camarão. Faço-a muitas vezes. 1 Kg de gambas grandes
1 cháv. de café forte
1 c. sopa de grãos de café
2 cebolas médias
1 alho francês
2 tomates maduros
50g de manteiga
1 cerveja
1 malagueta picada
coentros picados
sal
Descascar e tirar a tripa aos camarões. Pô-los a marinar por 2 horas com o sal, a pimenta, o piripiri e a cerveja. Picar as cebolas e o alho francês e alourar com metade da manteiga. Reservar metade do refogado e acrescentar à metade que ficou na frigideira as cabeças e cascas dos camarões. Deixar apurar 5 minutos. Juntar os tomates picados e o líquido da marinada, deixando ferver e acrescentando 50ml de água quente. 20 min depois, juntar o café e os grãos e deixar reduzir. Liquidificar e passar a mistura num passador, pisando com uma colher de pau. Fora do lume, acrescentar 1 c. sopa de manteiga e rectificar o sal. À parte, fritar os camarões na restante manteiga. Misturar o molho e o refogado que se reservou, deitar no prato de servir e salpicar com os coentros picados. Servir com arroz branco e uma salada verde.
Molho bêbado do Eduardo Pires
Do meu amigo Eduardo Pires, arquitecto de profissão e viajante do mundo de vocação, que adora cozinhar e comer (como eu), e que me manda receitas dos 4 cantos cantos do planeta. Este é um molho picante que fica bem com tudo.2 dentes de alho grandes, ralados
1 polegar de gengibre sem casca, ralado
20 malaguetas secas, picadas
1 c.sopa azeite
sumo de 1 limão grande
2 cálices de bom vodka ou whisky
Misturar tudo e ferver em lume brando uns 5 minutos para só para evaporar parte do álcool. Guardar num frasco bem fechado. Dura meses.
Espetadas de marisco com mel
E cá estamos com mais gambas.500g de gambas médias
250g de ostras (ou vieiras, mexilhões, etc), sem casca
3 c.sopa de mel
3 c.sopa de molho de soja
2 c. sopa de massa de pimentão
2 c. sopa de Xerez, Madeira ou Moscatel
sementes de sésamo
8 espetos de madeira ou metal
Descascar as gambas, deixando a ponta da cauda, e retirar o intestino. Juntar às ostras. Juntar os ingredientes da marinada e deitá-la sobre os mariscos. Deixar marinar pelo menos uma hora no frigorífico, de preferência de véspera. Espetar alternadamente nos espetos, salpicar com as sementes de sésamo e grelhá-los nas brasas, virando frequentemente, por alguns minutos.
Tagliatelle com salmão fumado
500g de tagliatelle1 c. sopa de azeite
2 dentes de alho picados
400ml de natas
200 g de salmão fumado cortado em tirinhas
sumo de meio limão
1 tomate sem pele e sementes picado
coentros picados para salpicar
sal e pimenta branca
Cozer a massa até ficar al dente e reservar, quente. Entretanto, refogar rapidamente o alho no azeite, sem deixar queimar, e juntar o tomate picado, o sal e a pimenta, deixando apurar. Juntar as natas e deixar engrossar, com cuidado para não ferver. Juntar o salmão e o sumo de limão, mexendo, e misturar com o tagliatelle escorrido. Salpicar com os coentros e servir logo.
Foto daqui.
Peito de frango com manga e castanhas de caju
Esta receita foi inventada pela Paizinha, a minha empregada querida e adorada.
Nascida e criada no povoado onde fica a minha fazenda, as únicas coisas que ela sabia fazer quando eu cheguei eram arroz branco seco, feijão e qualquer coisa na panela de pressão, que podia ser carne de vaca, porco, franco ou até peixe (pasme-se). Achava que o forno era para guardar panelas e que batatas serviam para temperar.
Sete anos depois, cozinha melhor que eu. Eu trouxe as receitas e a experiência; ela juntou a arte e o dedo para o tempero. O arroz de pato dela é dos melhores que já comi, apesar de a receita ser da minha família. Faz tête d'achar à alentejana como eu nunca provei, e é coisa que ela nunca tinha visto antes de eu chegar. Caldeirada, arroz de marisco, peixe assado no forno, batatas a murro, bacalhau com broa de milho, etc. Tudo fica divino nas mãos dela.
Apresentei-lhe o azeite, a banha tirada da barriga do porco, a manteiga, as natas, a pimenta preta, os orégãos, o açafrão, o tomilho, o estragão, o alecrim, os poejos e a hortelã da ribeira (trouxeram-mos de Portugal e cultivo-os na minha horta), as sementes de coentros, o gergelim, o gengibre e mais mil ervas - das quais ela só conhecia a cebolinha, da qual só aproveitava a rama e estragava o melhor.
Apresentei-lhe também a estranha combinação entre doces e salgados, ou como usar bebidas alcoólicas num prato de carne ou peixe, como o patê da Kika, que a fascinou; como fazer arroz sem ser branco e seco, o que a deslumbrou; como fazer pão em casa, mil vezes melhor que o que se compra por aqui; mayonnaise, molho inglês, molho de soja, tahine, massa de pimentão, bacon, toucinho; sobremesas sofisticadas, mousses de chocolate e de frutas, mil-folhas, profiteroles, chiffons, tartes. Também lhe apresentei os brócolos, a couve refogada em alho (a que ela juntou uns pingos de lima que transformaram para sempre a minha receita básica); o lombo de porco, selado em azeite e recheado com manga, pêssego em calda (ela nunca viu o original) e castanhas de caju, que publicarei aqui um dia destes, etc, etc, etc.
Um dia, cheguei a casa tarde e a más horas. E a Paizinha surpreendeu-me com esta receita, que inventou porque era o que havia no frigorífico. Digam de vossa justiça.
2 c. sopa de manteiga
1 cebola grande picada
500g de peito de frango em cubos
2 c.sopa de farinha de trigo
1 boa pitada de colorau (opcional, pode ser açafrão)
2 cháv. de caldo de galinha
½ cháv. de castanhas de caju picadas
1 c. chá de gengibre ralado
1 molho de coentros picados
2 mangas médias cortadas em cubos
Sal e pimenta preta moída na altura
Refogar a cebola na manteiga até murchar. Juntar os cubos de frango e salteá-los até dourar. Temperar de sal e pimenta e acrescentar o colorau, para dar cor. Juntar a farinha, peneirando, e misturar bem, até os cubos de frango ficarem totalmente cobertos. Juntar o caldo de galinha, a castanha de caju e o gengibre, tapar, e cozinhar em lume baixo por 30-40 min ou até o frango ficar macio. Juntar os cubos de manga, ferver mais 2 min, misturar, salpicar os coentros e servir logo, com arroz branco e uma salada verde.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Boquerones à andaluza
Da Gioconda Scott, que tem as melhores receitas espanholas que vi até hoje na televisão.2 kg de anchovas ou arenques muito pequenos
1 L de vinagre de xerez (ou um bom vinagre de vinho branco)
500ml de azeite bom
2 cabeças de alho
1 molho de salsa picada
sal q.b.
Abrir os peixes ao meio e tirar-lhes a espinha, a cabeça e o rabo (é mais fácil com uma tesoura). Arrumá-los em estrela num tabuleiro de barro e mariná-los no vinagre com sal por 24 horas ou até ficarem brancos. Cobrir com o azeite, o alho muito bem picado e a salsa picada e guardar no frigorífico por mais 24 horas. Dura meses, se for guardado no frigorífico.