quinta-feira, 30 de abril de 2009

Empada de galinha da Rosa (a melhor do mundo!)


A Rosa entrou para a minha família há exactamente sessenta anos e um mês, no dia em que fez dezassete anos. Era loira, branca, linda de morrer e muito, muito pobre. Chegou a casa das minhas quatro tias-avós (todas solteironas) para servir. Nesse tempo ser criada era um modo de vida, e a Rosa é a melhor criada do mundo. Aliás, ela ofende-se profundamente se lhe chamam empregada: "empregadas são estas brasileiras de agora, menina, que não sabem fazer nada, nem limpar, nem cozinhar, nem engomar uma camisa e não têm respeitos aos patrões! Eu cá sou uma criada e disso já não há!"

Quando a última das minhas tias-avós morreu, a Rosa passou uns anos na nossa casa, para deleite dos meus pais (o meu Pai pela gula e a minha Mãe pelo descanso), mas assim que a minha irmã mais velha anunciou que se ia casar, a Rosa participou imediatamente que ia para casa dela. E a Rosa faz o que quer, sempre fez, e ninguém se atreve sequer a discutir com ela. E foi, claro, para grande desgosto nosso. Ainda hoje a Paula diz que foi o melhor presente de casamento que teve. A Rosa criou o meu Pai e os meus tios, a mim e aos meus irmãos, e os meus sobrinhos todos. E diz para o Pedro se despachar (o mais velho e único com casamento no horizonte) porque ainda quer ir para casa dele criar a quarta geração. Tem 77 anos, feitos há um mês, mas está aí para as curvas.

Cozinha como ninguém. Passa a ferro como eu nunca vi. Faz rendas lindas de morrer (fez pelo menos metade do meu enxoval) e casaquinhos de bebé lindos, sempre azuis, cor-de-rosa ou brancos. E não dá uma receita sem aldrabar qualquer coisa, para preservar o património culinário da família. Mesmo a nós, não dá uma receita sem nos recomendar mil vezes que não é para dar a ninguém. Se ela sonhasse com este blog, eu estava bem tramada...

Esta receita, tirada a ferros, dá para dois pirex médios ou um muito grande:

Massa:

250g de banha
800/900g de farinha (é ir vendo)
2,5 dl do caldo do recheio morno
sal
2 gemas para pincelar

Recheio:

1 galinha das boas, aos bocados e sem pele
10 grãos de pimenta preta
100g de toucinho alto e branco
1 cebola cravada com uns 10 cravinhos
1 ramo de hortelã
4 raminhos de alecrim
1 raminho de cebolinho
2 c. sopa de vinagre
sal

1 cebola picada
azeite para refogar
raspa de noz moscada
pimenta preta moída de fresco
sumo de 1/2 limão
1 cháv. do caldo da galinha
6/7 gemas
1 c. sopa de farinha
2 c. sopa de vinagre
sal

Põe-se a galinha a cozer em água com a cebola, o vinagre, os temperos e sal. Escorre-se, coa-se o caldo e aproveitam-se 2,5 dl para a massa e mais uma chávena para o recheio.

Entretanto faz-se a massa: deita-se a farinha na pedra da mesa, abre-se um buraco e junta-se o caldo morno, a banha aos bocadinhos e o sal. Amassa-se, não muito, até ficar boa para tender. Descansa enquanto se acaba o recheio.

Num tacho grande refoga-se em azeite a cebola picada, mais a cebola que se usou no caldo, sem deixar alourar. Junta-se a carne desfiada e o toucinho picado que se usou no caldo, a noz moscada, a pimenta e o sumo de limão. Noutro tachinho deita-se a c. sopa de farinha, as 2 c. sopa de vinagre, 1 chávena de caldo e as gemas batidas. Deixa-se engrossar e junta-se ao refogado. Prova-se de sal.

Estende-se a massa, dividida em duas, e forra-se um pirex grande (ou dois médios). Junta-se o recheio e tapa-se com o resto da massa. Abre-se um buraco no meio (a chaminé) e decora-se com as sobras de massa (a Rosa costuma fazer uma trança de massa para pôr à volta e folhas recortadas. Pincela-se com as gemas batidas e assa-se em forno médio.

Dá trabalho, pois dá. Mas é a melhor empada de galinha do planeta!
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Green Day: hoje é tudo verde :)

A Mary inventou um desafio giríssimo: em dias marcados previamente (um por quinzena), todos os blogues culinários que quiserem participar devem postar uma receita da cor escolhida. Hoje é o Dia Verde, a minha primeira participação. E, em vez de uma receita só, decidi fazer um almoço leve (a chamar o Verão) e todo ele bem verde, claro.

Começo por uma bela
Caipirinha
1 limão verde* (grandinho)
1 c. sopa de acúcar branco
cachaça*
gelo em cubos
1 copo baixo e grosso
1 palhinha cortada ao meio
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Corto os limões em dois no sentido do veio central, mas passando um pouco ao lado. Em seguida corto cada metade em duas, retirando o veio central, e em mais duas. Deito os oitavos de limão no copo, cubro com o açúcar e com um pingo de cachaça. Esmago bem com um pilão de madeira (neste caso deve ser exclusivo para bebidas) ou de metal. Junto cachaça até meio do copo, mexo, para dissolver o açúcar e encho de gelo.
* ver aqui.

E ainda a condizer com o calor, uma 
Saladinha de Favas e Queijo da Ilha

1 pacote de favas congeladas pequenas
1 fatia média de queijo da ilha
azeite
sal
pimenta preta moída na altura
coentros ou hortelã

Cozo as favinhas em água com sal até estarem tenras. Gosto de as temperar enquanto estão mornas para absorverem melhor os sabores. Junto o queijo em lascas grandes. Junto o azeite e a pimenta preta moída de fresco, levo ao frigorífico uma hora e salpico coentros picados ou hortelã por cima. Sirvo fria. E um vinho verde não ficava aqui mal...

E, para acabar em beleza, um
Fool de Kiwi

1 caixinha de kiwis cortados em bocados
2 yogurtes naturais ou de aloés
1 pacote de natas Longa Vida
sumo de limão
açúcar q.b.

Bato os kiwis, os yogurtes, o sumo de limão no copo e o açúcar. Junto as natas e envolvo sem bater muito. Sirvo bem frio.
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Salmão fresco com laranja e cachaça


Cada vez gosto mais de peixe. Não só por estar em dieta (pronto, pronto, não falo mais no assunto!), mas estes anos de Brasil a respirar mar, rio, peixe e crustáceos (estas quatro coisas eram a minha vida lá), fizeram-me apreciar cada vez mais o que vem do mar. E aprender, que eu não era muito versada em cozinhar peixe. Amanhar, escamar e destripar eram para mim pouco mais que palavrões, coisas nojentas que alguém haveria de fazer por mim na peixaria. Não sabia ainda que se faziam caldos de peixe maravilhosos com aquelas porcarias. Agora não. Os peixes, todos eles, não têm segredos para mim.

E salmão, não sendo o melhor, é o mais bonito dos peixes.

Tinha uns lombinhos de salmão no congelador à espera de inspiração. Achei-a nesta receita da Elvira, um dos meus blogs de referência. Não a fiz exactamente igual, mas muito parecida (eu devo ter uma impossibilidade psicológica qualquer que me impede de seguir uma receita à risca...), mas ficou uma delícia.

1 alho francês grande bem picadinho
1 cebola média bem picadinha
1 dente de alho bem picadinho
azeite q.b.
sal e pimenta
1 c. sopa de salsa picada
sumo de 1 laranja da Bahia
1 c. sopa de cachaça
1 embalagem de lombinhos de salmão congelados e limpos

Murchei, sem deixar dourar, a cebola e alho francês em azeite, numa frigideira, juntamente com a salsa picada, o alho e a pimenta. Juntei o sal, o sumo da laranja e a cachaça, e deixei fervinhar para evaporar o álcool. Juntei os lombinhos arrumados numa camada só, tapei e deixei suar por uns 10 minutos. Servi com um cuscuz básico, temperado só com azeite e sal, e uma salada de agrião.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Flan de pimentos light

Não fiz isto hoje, mas vi uns pimentos tão bonitos no supermercado que fui à pesca da receita para a pôr aqui. É óptimo e é light. E como estou, para variar, em dieta rigorosa, apavorada pela rápida aproximação da época balnear, é este género de receitas que vão ver por aqui nos próximos tempos :(

1 kg de pimentos vermelhos
1 berinjela sem casca picada
azeite q.b.
3 dentes de alho picados
1 cebola grande picada
2 claras de ovo
1 yogurte natural
sal e pimenta

Asso os pimentos em forno quente até a pele se soltar (no Brasil fazia isto na churrasqueira; ficavam com aquele cheirinho a carvão). Enfio-os dentro de um saco de plástico para suarem, para que seja mais fácil tirar-lhes a pele. Polvilho a berinjela com o sal e deixo descansar por 15 min. Refogo os pimentos já sem pele, a cebola, o alho e a berinjela e deixo cozinhar em lume baixo por 15-20 min. Transfiro para o liquidificador e junto os ovos, as natas e a pimenta e pico tudo até ficar homogêneo. Asso numa forma untada em banho-maria, aí por 1 hora, mas depende do forno. Fica óptimo quente, como acompanhamento de carnes vermelhas, ou morno/frio, só acompanhado com uma salada para um almoço leve, e até como entrada, servido com torradinhas.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vieira do mar

Não, não é uma homenagem à minha musa... mas podia ser.

1/2 kg de vieiras limpas
sal e pimenta preta moída de fresco
sumo de meio limão
farinha q.b.
1 c. sopa de azeite
2 c. sopa de vinho branco
rúcula ou agriões para servir

Lavam-se as vieiras em água fria e escorrem-se muito bem em papel absorvente. Temperam-se de sal, pimenta e uns pingos de limão e passam-se por farinha, tirando o excesso. Numa frigideira grande, aquece-se o azeite e alouram-se as vieiras, sem as sobrepôr, uns 3 minutos de cada lado, com muito cuidado para não cozinharem demais (ou emborracham, como os camarões). Retiram-se para uma travessa e junta-se o vinho à frigideira, deixando reduzir uns minutos. Deita-se o molho sobre as vieiras e servem-se logo sobre rúcula ou agriões, com mais uns pingos de limão, se se quiser.

Foi o meu jantar e estavam deliciosas. O Diogo comeu um bife a seguir :)
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domingo, 19 de abril de 2009

Batido de ananás com menta


Uma das coisas de que francamente tenho saudades do Brasil é dos sumos naturais que a Paizinha me fazia todas as manhãs. As frutas abundam, como toda a gente sabe, e são excelentes. É até estranho pensar que as sobremesas tradicionais brasileiras são sempre à base de ovos e leite condensado... uma pena.

1 ananás grande e maduro em bocados
6-8 folhas de menta
açúcar, se precisar
água q.b.
cubos de gelo

Bati tudo no liquidificador, saí para a varanda logo de manhã para dar as boas-vindas ao sol que voltou hoje e bebi quase metade :)))
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lombinhos de tamboril no vapor com tomilho e limão

Voltei à dieta e à falta de imaginação para variar de saladas e grelhados. Hoje fiz uma variante, que saiu óptima, e finalmente usei a "panela" chinesa para cozinhar a vapor. É facílima de usar, só tem de ter o tamanho certo para encaixar na wok sem chegar à agua a ferver.

2 lombinhos de tamboril (dos congelados)
sumo de meio limão
tirinhas de casca de limão (só da parte amarela)
folhas de tomilho fresco (do jardim de cheiros da minha irmã, o meu ainda nem nasceu)
sal e pimenta branca

Temperei os lombinhos de manhã com o sumo do limão, as tirinhas da casca, o tomilho, o sal e a pimenta, e deixei-os a marinar. Deitei dois dedos de água na wok e montei o cesto por cima, sem tocar na água. Aconcheguei os lombinhos na rede tapei e deixei cozer no vapor por 20-25 minutos (eram altos). Servi com salada de agrião (para mim) e arroz de cenoura (para o Diogo).

Facílimo, saborosíssimo e quase sem calorias. Ah!, e chique!
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Omelette de espargos verdes

Depois do fim-de-semana prolongado em terras alentejanas (já para lá voltava...), em que se comeu e bebeu tanto que engordámos todos (éramos quase 30, em 2 casas) uns bons kilos, é altura de ter vergonha na cara, aka voltar à dieta, ou pelo menos comer coisas levezinhas. Por estes dias tenciono comer muitas saladas e pouco mais. Mas o Diogo não vai em cantigas destas. Para o calar, faço muitas omelettes e dou-lhe arroz, que ele adora, e despacho-me em 10 minutos das tentações da cozinha.

3 ovos
1/2 molho de espargos verdes
1 dente de alho
2 c. sopa de leite
sal e pimenta
azeite q.b.

Lavo os espargos e raspo os caules, cortando-lhes um terço do comprimento. Ato-os e fervo-os em água por 2 minutos. Corto-os em bocadinhos e deito-os na wok com o alho picado e o azeite, para os refogar em lume baixo até estarem tenros. Bato os ovos com o leite, o sal e a pimenta e junto à wok. Depois é jeito de pulso para que a omelette se enrole sobre o recheio e fique redondinha e dourada.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fui

... de fim de semana.
Boa Páscoa!
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Gourmets


A comida para gourmets tem obrigatoriamente de ser cara? Um artigo interessante do Público, apesar de ter uns meses, desmistifica essa ideia. Ora vejam.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Divagações com massa filo

Nunca tinha usado massa filo. Onde eu vivia no Brasil não se encontrava em parte nenhuma (nem daquelas massas para tartes prontas, quanto mais filo), por isso estava desertinha para experimentar.

Truques que aprendi na net:
  1. Tirar a massa do frigorífico e abrir o pacote à última da hora, pois seca em minutos e fica muito quebradiça.
  2. A massa doura em menos de 5 minutos, mesmo com o forno no mínimo. Por isso, para aquecer bem o recheio, mantive o forno com a porta entreaberta, usando uma caixa de fósforos.
  3. Sirvam em pratos grandes, ou vão andar a apanhar bocadinhos de massa pela casa toda :)
Como o pacote trazia uma data de folhas, acabei por fazer duas receitas com o que havia em casa, uma doce e outra salgada, e saíram muito boas.

Trouxinhas de cogumelos e feta:

1 embalagem de queijo feta, em cubinhos
1 frasco de cogumelos laminados
1/2 pacote de mascarpone
piri-piri
titinhas de alho-francês para atar as trouxinhas
manteiga derretida para pincelar a massa

Fiz 8 trouxinhas, intercalando 4 ou cinco quadrados de massa de aproximadamente 20 x 20 e usando forminhas de empada para as manter direitas. Deitei cogumelos no fundo, feta por cima, cobri com uma colherada de mascarpone e salpiquei de piri-piri. Entrouxei, à falta de melhor termo, e atei com a tirinha de alho-francês. Pincelei com mais manteiga por fora e assei por dez minutos, para dar tempo de derreter o recheio e dourar. Ficaram uma beleza.

Tarte de maçãs reineta, frutos secos e canela:

4 maçãs reinetas grandes, em cubinhos pequenos
1 pacote de frutos secos variados, picados grosseiramente
1 cháv. de passas
3 c. sopa de manteiga gelada, em bocadinhos
4 c. sopa de açúcar
canela q.b.

Esta fiz aberta, numa tarteira, pincelando à mesma as folhas de massa com manteiga derretida e sobrepondo-as desencontradas. Cobri o fundo com as maçãs, os frutos secos e as passas, e salpiquei com os cubinhos de manteiga, o açúcar e a canela. Assei por uns 15 minutos, até dourar. Ficou óptima.

Para a próxima vou experimentar um recheio de maçã reineta, farinheira e sumo de limão que deve ser de comer e chorar por mais.
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segunda-feira, 30 de março de 2009

Fettuccine com camarão e rúcula

Quando não se sabe o que fazer para o jantar (e se esquece que a hora mudou e que já são quase oito e meia...), faz-se pasta. É rapidíssima, até pode ser chic e é sempre deliciosa.

fettuccine q.b. (gosto desta, mas o que houver serve)
1 pacote de miolo de camarão descascado grande
1/2 pacote de rúcula selvagem
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
azeite, sal e piri-piri

Coze-se o fettuccine em muita água e sal até ficar al dente. Numa frigideira, refoga-se a cebola e o alho no azeite, sem deixar queimar. Junta-se o miolo de camarão e o tempero, tapa-se e deixa-se suar por 5 minutos, para fazer molho. Junta-se o fettuccine escorrido, envolve-se, e à última da hora junta-se a rúcula para que murche. Já está.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Tarta Castillo (de aloés e limão), em homenagem ao L.

Fui passar o fim-de-semana a Marvão, essa terra assombrosa "onde se vêem as costas dos pássaros", cheia de lendas, num monte de uns amigos. Eles são de fazer grandes cozinhados e vinhaças, portanto nunca levo nada de consistente. Mas não sabem fazer doces e o L. é muito guloso.

À última da hora e sem tempo para ir fazer compras, quis fazer qualquer coisa para levar. E, como sempre que não sei bem o que fazer, faço tartes. Esta foi inventada, feita com o que tinha no frigorífico. E só vos digo!, já a devia ter inventado há mais tempo! Ficou óptima, mesmo depois de ter viajado mais de 200km.

1 massa de tarte pronta (porque tinha uma no fim do prazo; mas devia ter feito uma massa de bolacha)
3 pacotes de natas Longa Vida
4 yogurtes com pedacinhos de Aloe Vera (Intermarché, não sei a marca)
açúcar q.b. (talvez umas 5 c. sopa; é ir provando)
raspa de um limão grande (só a parte amarela)
tirinhas de casca de limão para enfeitar

Assei a massa, coberta de feijões, em forno muito baixo, até dourar (usei uma tarteira de paredes altas para obter uma tarte funda). Tirei do forno, tirei o papel de alumínio com os feijões e deixei arrefecer completamente. À parte, bati as natas até endurecerem bem. Juntei o açúcar, os yogurtes e a raspa de limão e deitei na massa. Levei ao frigorífico até endurecer completamente e enfeitei com as tirinhas de limão. No dia seguinte, depois da viagem, meti-a no congelador para arrefecer bem. Acontece que o almoço atrasou e a tarte foi servida quase congelada. Ficou ainda melhor.
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Salada de salmão (e mais uma data de coisas) da Teté

Esta salada faz-se em cinco minutos, porque tudo o que leva está pronto, à excepção dos ovos cozidos. É óptima, leve, mas ao mesmo tempo satisfaz plenamente. Não é propriamente light, mas podia ser pior...

Observação importante: deve comer-se, de preferência, a bordo de um veleiro ancorado em frente a Cascais, acompanhada de bom vinho branco muito frio e com amigos (foi como eu a comi no sábado :D)
Para 4 pax:
3 pacotes de rúcula selvagem (a outra sabe a relva), ou alface
20 tomates cereja cortados ao meio
1 queijo feta em cubos
4 ovos cozidos cortados em meias-luas
1 cháv. de azeitonas pretas sem caroço cortadas em rodelas
1 vidro de espargos verdes cortados em três
2 embalagens de salmão fumado (do Lidl, por exemplo) em bocados
1 bom cacho de uvas sem graínhas cortadas ao meio

Para o molho:
azeite q.b.
vinagre balsâmico q.b.
1 c. chá de mostarda de Dijon
1 c. sopa de mayonnaise
sal

Misturar os ingredientes da salada. Fazer o molho à parte e misturar.
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Cachaço em forno lento à moda da Tia Rosário

A propósito deste post da Mariana e do facto de ter amigos para jantar amanhã, lembrei-me de telefonar à minha sogrinha querida e adorada (sem gozo!), que faz os melhores assados no forno que eu alguma vez provei na vida (para não falar do resto), para me ensinar o tempero especial dela.

Os meus assados resumem-se a uns frangos vulgares de lineu, às pernas de borrego em vinha de alhos e sumo de laranja (isso, modéstia à parte, faço muito bem), aos lombos de porco com ameixas; enfim, o costume. Mas este corte, o cachaço, que considero dos melhores (quais secretos quais carapuça!), é excelente para assar, ainda mais se ainda tiver o osso, o que não é obrigatório. E ainda por cima é barato. Só vantagens, portanto.

E vamos à receita, que é só isto:

1 cachaço de porco com ou sem osso (podem sempre pedir para desossar, mas tragam o osso à mesma para assar junto com a carne)
1/2 garrafinha de molho de soja
1 c. sopa de pimenta preta moída de fresco
ramos de alecrim fresco
6 dentes de alho picados
azeite q.b.
1 cebola em fatias
1 copo de vinho branco
Pica-se a carne toda com uma faca pequenina e molha-se com o molho de soja. Tempera-se com a pimenta, o alecrim e o alho picado. Deita-se azeite num pirex e faz-se uma cama de rodelas de cebola, onde se deita a carne. Rega-se com mais azeite e com o vinho e cobre-se com película aderente. Vai ao frigorífico, onde fica pelo menos 2 dias a marinar. Vai a forno baixo, onde assa tapado com papel de alumínio pelo menos umas três horas, destapando na última meia-hora, e subindo o forno, para corar. Se necessário, acrescenta-se com mais vinho ou água.
Se sobrar (o que eu duvido), faz as melhores sandochas do planeta!
PS - Assou cinco horas em forno muito baixo e corou mais meia-hora em forno alto.
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Wanna!


terça-feira, 10 de março de 2009

A salada de tomate perfeita

Adoooooro salada de tomate, mas não de qualquer uma. E, pasme-se, gosto ainda mais dela no dia seguinte.
3 tomates grandes, bons, maduros (mas firmes), carnudos, saborosos, orgânicos de preferência (ah pois!)
1 cebola pequena
azeite muito bom
vinagre balsâmico tinto muito bom
sal grosso
orégaos (que podem ser secos) ou manjericão fresco
queijo fresco em cubinhos
uma faca muito bem afiada
Não tiro a pele ao tomate, porque o corto em fatias finíssimas (e quando digo finíssimas, é meio centímetro no máximo - e já é muito) nem as graínhas, porque gosto delas no molho. A cebola também é cortada o mais fina possível, em meias luas para ser mais fácil. Misturo, tempero (pouco azeite, muito vinagre, sal e ervas q.b.), misturo bem e enfio-a no frigorífico por umas horas, se possível. Antes de servir, junto o queijo.
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Peitos de frango com uvas

Ando doida à procura de receitas rápidas de fazer frango e peru. Esta tem azeite e uvas (que têm imenso açúcar), mas uma pessoa também não é de ferro :)

2 peitos de frango
1 cacho grande de uvas moscatel
1 cálice de xerez
azeite q.b.
sal e pimenta

Tempero os peitos de frango com sal e pimenta e alouro-os ligeiramente no azeite. Retiro e, no mesmo azeite, salteio as uvas até ganharem cor. Junto os peitos de frango e o cálice de xerez e deixo cozinhar, tapado, por 10 min. No fim destapo para reduzir um pouco o molho e já está. Para me redimir, comi só com uma salada de tomate (temperada com mais azeite!).
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sexta-feira, 6 de março de 2009

Tcharan! Blattertorte da Kika

E cá está ela. Umas melhores sobremesas do mundo, quanto a mim. Sai cara, dá uma trabalheira desgraçada a fazer e só com muita prática é que se consegue que fique bonita e inteira, mas é tãããão boa que vale cada cêntimo.

250g de manteiga mole
250g de farinha
120g de açúcar
125g de miolo de amêndoa
1 clara de ovo

1/2 frasco de doce de framboesa
sumo de limão q.b.
açúcar em pó para polvilhar

Juntam-se todos os ingredientes da massa, amassam-se e dividem-se em 5 partes. Com um rolo da massa, estende-se cada parte entre duas rodelas grandes de papel vegetal até obter uma bolacha muito fina. Tira-se a rodela de cima do papel e corta-se a massa em círculo, com a ajuda de um prato raso. Retiram-se as sobras e reservam-se. Faz-se isto com todas as partes da massa e, com as sobras, obtém-se a sexta bolacha. As bolachas vão a forno baixo, nas costas de um tabuleiro, e assam por 10-15 minutos, sem se deixar dourar. Retiram-se do forno em cima do tabuleiro e, com muito cuidado para não se partirem, retiram-se do papel enquanto quentes para cima da mesa (um fundo de tarteira ou uma espátula bem grande dão jeito), onde arrefecem completamente. À parte, dilui-se o doce de framboesa com uma c. sopa de água e uns pingos de limão. Já no prato de servir, empilham-se as bolachas de massa com muito cuidado, barrando cada uma com 2 c. sopa de doce. A última (deve ser escolhida a mais perfeita) é apenas polvilhada com açúcar em pó, com a ajuda de uma peneira fina. Come-se no próprio dia, pois no dia seguinte está mole.

Aqui está um passo-a-passo na Bimby. Mas é muito mais fácil de fazer com a técnica do papel vegetal.
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terça-feira, 3 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Salada tropical de sapateira

O Diogo trouxe ontem de Setúbal duas sapateiras fresquíssimas. Uma, maior que a outra, foi comida ontem ao natural, com (pouquíssimo, no meu caso) pão torrado e uma salada de alface, como nós gostamos. Com a outra, bem mais pequena, vou fazer uma salada (again...) rica, parecida com uma receita que vi na televisão num programa do Ainsley, mas feita com lagosta.

1 sapateira pequena cozida em água e sal
1 pacote de rúcula selvagem
1 manga e 1 mamão em cubinhos
1 chili vermelho picado
Manjericão e coentros picados
Molho:
3 c. sopa de yogurte natural
azeite, sumo de limão e sal

Forrei o tal prato grande com a rúcula, pus as frutas em cubos por cima e a sapateira (a carne das patas desfiada e misturada com o molho da carapaça) aos bocados por cima. Salpiquei com o chili. Com o resto fiz o molho, que servi à parte e que quase não usei, tão bem temperada estava a sapateira.

Dietas assim, venham elas!

Salada light de frango e manga

Um excelente e abundante almoço que me saciou por duas horas - não foi nada mau. Já sei que a manga engorda, mas era pequena e eu adooooro manga.
1 peito de frango assado ou grelhado, desfiado
1 manga pequena cortada em cubos pequenos
1 pacote de rúcula selvagem
sumo de 1 laranja
1 c. sopa de azeite
sal e pimenta
coentros picados
Misturar tudo (eu gosto de misturar os ingredientes do molho à parte) e servir num prato grande (que é para parecer mais!).

domingo, 1 de março de 2009

Devaneios light na wok

Estou em dieta. Rigorosa. E porque acredito piamente que ninguém se interesse em ver postadas receitas de frango grelhado com salada de cenoura, peru grelhado com salada de tomate, pescada ao vapor com feijão verde, salada de tomate com queijo fresco e afins, não tenho publicado nada. Mas hoje fiz uma coisa deliciosa, muito light, para variar um bocadinho dos grelhados que já não posso nem ver. Ficou óptimo, rico, molharengo.

1 c. sopa de azeite
1 pacote de mistura de cogumelos congelados
1 alho francês em rodelas fininhas
400g de camarões descascados congelados (grandes)
1 c. sopa de sultanas
1 c. sopa de molho de soja
sal, piri-piri

Na wok, em lume alto, salteei rapidamente os cogumelos no azeite. Quando começaram a largar água, juntei os camarões e o alho francês, as sultanas, os temperos e o molho de soja e deixei cozinhar, mexendo frequentemente, aí uns dez minutos, se tanto.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Não...

... ainda não é hoje. Ainda por cima estou de saída de fim-de-semana com a Kika, a melhor cozinheira do mundo. Quando chegar, lá para terça (e me conseguir mexer de tanta comezaina que vai ser...) conto tudo, prometo.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tarte de brócolos e queijo da ilha

Preguiça... mas com este frio, só apetece estar enrolada à lareira. Fiz uma tartezita simples, mas deliciosa:

1 massa de tarte
300ml de crème épaisse
1 yogurte natural
1 copo de leite
1 pacote de queijo da ilha ralado
1 pacote de brócolos congelados (em raminhos pequenos)
5 ovos
sal, piri-piri e salsa picada

Bati bem os ovos com a vara de arames, juntei o leite, as natas e o yogurte e bati outra vez. Juntei o queijo e temperei (cuidado que o queijo da ilha é salgado). Desenrolei a tarte, arrumei os raminhos de brócolos no fundo e juntei o recheio de ovos e queijo. Assei em forno baixo por 45 mim, mais ou menos, e servi só com salada.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Acham mesmo que...

... costeletas do fundo com cogumelos e natas e batatas fritas de compra a acompanhar dava direito a post? Estão muito enganados...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Geleia de pétalas de rosa

O meu amigo Paulo faz anos hoje. E um passarinho disse-me
que ele tinha especial predilecção por rosas de Santa Teresinha e óperas de Wagner. Eu bem tentei achar uma receita que incluísse as duas coisas, mas não consegui. Portanto, meu querido, pega no iPod e vai para a cozinha fazer esta receita. E parabéns!

1 cháv. de pétalas de rosa
1,5 cháv. de água
sumo de 1 limão
1,5 cháv. de açúcar granulado ou em pó
1 c. sopa de pectina

Juntar metade da água, as pétalas de rosas lavadas e o sumo de limão no liquidificador e picar muito bem. Juntar o açúcar e voltar a picar bem até o dissolver. À parte, num tachinho em lume brando, ferver a pectina na restante água por 1 minuto, mexendo sempre. Retirar do lume, juntar ao liquidificador e picar tudo outra vez por mais 1 minuto. Deixar arrefecer um bocadinho e guardar em frascos esterilizados.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sopa queimada da Kika


Não sou muito de sopas, a não ser três ou quatro excepções. Mas esta que comi ontem, em casa da Kika, numa casa fantástica com vista para a Lagoa de óbidos, estava deliciosa. E é facílima de fazer. E com quase nada em casa.

4 cebolas grandes picadas
3 c. sopa de manteiga
2 cháv. de farinha
água quente q.b.
3 ovos batidos
sal e pimenta

Refogam-se as cebolas na gordura até quase queimarem - devem ficar bem castanhas. Junta-se a farinha e mexe-se vigorosamente. Depois vai-se acrescentando a água aos poucos como para um béchamel, mexendo sempre, até ter a quantidade desejada. Temperar de sal e pimenta só no fim e picar com a varinha mágica. Deve ficar espessa. À parte, bater os ovos e deitá-los devagar na sopa a fervinhar, batendo com uma vara de arames para se formarem fios.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Tarte de requeijão

Ando com apetites de doces, o que não é nada típico em mim. Já abasteci a despensa e o frigorífico de uma data de gulodices nada habituais: bolachas torradas para massas de cheesecakes, pacotes de natas, queijos frescos, passas, miolo de noz e de amêndoa, tablettes de chocolate preto, açúcar com fartura, ovos a mais...

Deus queira que isto me passe depressa. Enquanto não passa, fica aqui a sobremesa de hoje, uma receita velhinha do Pantagruel que fui modificando:

1 massa de tarte pronta
250g de bom requeijão (uso 300g)
130g de açúcar (uso 150g)
150ml de crème épaisse ou natas batidas (uso 200ml)
2 c. sopa de manteiga (nunca ponho)
2 ovos (uso três)

Abro a massa numa tarteira de fundo falso e paredes altas, furando-a com um garfo, e asso-a um bocadinho em forno baixo, sem deixar dourar. Entretanto, bato os ovos com o açúcar até clarearem. Junto os restantes ingredientes e bato tudo junto. Deito o creme na forma e volta ao forno até dourar a massa e cozer o recheio.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Massa de empadas for dummies

Este post da Elvira lembrou-me a mais prática receita de massa para empadas que eu já fiz na vida. O modo de fazer é praticamente o mesmo (e é tããão o meu género...): metem-se todos os ingredientes da massa dentro do liquidificador, vulgo copo, e já está. Mais fácil, impossível.

Não é tão boa para uma empada grande (a da Elvira, pelos vistos, funcionou), porque enfola muito. Exactamente pela mesma razão, é excelente para empadinhas - ficam lindas, altas, douradinhas. A única coisa que dá trabalho é ter de untar as forminhas uma a uma, que deve ser a coisa que eu menos gosto de fazer na cozinha - o que também se resolve com manteiga derretida e um pincel. Mas pronto, o resto é tão fácil que compensa. Não me lembro da quantidade certa que rende, mas são muitas. Eu tinha 36 forminhas das mais pequenas e comprei-as por alguma razão, por isso deve ser por aí.

3 ovos inteiros
1 cháv. de óleo
1 cháv. de leite
1 cháv. de cream-cheese
3,5 cháv. rasas de farinha
1 malagueta
Sal e fermento q.b.
Opcionais: coentros, orégãos, manjericão... o que se quiser

Bater tudo no liquidificador. Fica uma massa bastante líquida que se usa deitando metade numa forminha untada, recheia-se e a outra metade por cima, enchendo no máximo 2/3 da forminha. Vão a assar em forno baixo até dourar.

Podem rechear-se com várias coisas: restos de carne, frango, camarões, cubinhos de queijo da ilha, roquefort, chèvre, presunto, etc, tudo em quantidades muito pequenas - colher de café.