terça-feira, 2 de junho de 2009

Ratatouille da Branca


A Branca é a empregada da minha irmã Cristina. A Branca não tem mais de 30 anos, é brasileira de Minas Gerais, rechonchuda, mulata cor-de-mel e tem uns olhos verdes lindos. E fala bem de-var-gar-zi-nho, como boa mineira. 

Aprendeu a cozinhar com a Cristina, o que significa que quase não usa gordura e que percebe a potes de ervas aromáticas. E, apesar de a Cristina cozinhar lindamente (a sua especialidade são sobremesas, saladas e respectivos molhos), há coisas que a Branca consegue fazer melhor que a mestra. Uma delas são os ratatouilles, prato pelo qual eu nem sequer morro de amores. Mas babo-me com os dela. Que nunca saem iguais. Quando lhe pergunto a receita ela ri-se, com aquele sorriso de dentes brancos e a fala arrastada: sei djizê não, vou botano os legume, tempéro, deixo cozinhá só um pouquinho e taí...

Desta vez fui cuscar e percebi alguns truques: 
1) todos os legumes, à excepção das cebolas e do alho, são cortados em fatias finíssimas com um descascador; 
2) estufam pouquíssimo tempo, no máximo uns 20 minutos de tacho tapado, de maneira a ficarem al dente
3) ela tem uma mão especial para as ervas frescas e mistura-as com sabedoria: coentros, cebolinha, manjericão, as folhas tenrinhas do aipo, alecrim, rúcula... mas sempre no fim, para se os sabores se manterem.

O ratatouille de hoje, que está de cair, levou isto:

1 pingo de azeite (num tacho de fundo grosso e anti-aderente)
3 cebolas grandes picadas
4 dentes de alho picados
1 courgette grande fatiada
2 cenouras grandes fatiadas
1 pimento vermelho às tirinhas
1 alho francês grande às tirinhas
1 nabo fatiado
1 folha de louro
sal e pimenta preta moída na altura
coentros, cebolinha e folhas de rúcula (!) para polvilhar

Murchou a cebola e o alho no pingo de azeite, sem deixar fritar, e juntou os legumes restantes, o louro, o sal e a pimenta. Tapou o tacho e deixou estufar por 15 minutos, no máximo, mexendo uma vez. No fim, polvilhou os temperos frescos, misturou e tapou outra vez, para murcharem. Mais fácil, impossível, mas eu não consigo fazer igual nem que me mate :(
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domingo, 31 de maio de 2009

Pink day - da cor do amor :)


Com muito pouca vontade de passar pelos vossos fantásticos, mas tentadores, blogs -- continuo em pânico com a galopante aproximação da época balnear... -- assumo que deixei esta cozinha virtual ao abandono. Recuso-me a postar receitas de yogurte com fruta, frango grelhado com salada de cenoura e afins, que têm sido as minhas constantes gastronómicas nos últimos quinze dias, e também não quero transformar este blog numa descrição enfadonha de uma dieta de que nem toda a gente precisa (sortudas!).

Mas, e mesmo numa semana em que não tive tempo nem para me coçar, recuso-me a deixar passar em branco o desafio coloridíssimo da Mary. E cá vai mais uma refeição completa, como já vem sendo hábito, desta vez em pink. Peço desculpa pela falta de imaginação, mas com a pressa foi o que se pode arranjar :)

Penne Escandaloso
penne q.b. cozido em água e sal al dente
1 beterraba média cozida em puré
1 cebola média bem picada
3 dentes de alho picados
1 cháv. de natas
raspa de meio limão
sal e pimenta fresca
azeite q.b.
amêndoas lascadas e torradas para polvilhar

Cozer o penne até ficar al dente e reservar. Entretanto, murchar a cebola e o alho no azeite, numa frigideira grande, sem deixar queimar. Juntar o puré de beterraba e as natas, temperar de sal e pimenta e deixar aquecer, sem ferver. Juntar o penne, envolver e polvilhar com as amêndoas e a raspa de limão. Servir imediatamente, sozinho ou com uma salada verde.

Podem sempre ir beberricando um:

Kir Royale
1 parte de crème de cassis
9 partes de champagne bruto
Mistura-se directamente numa flute e bebe-se muito fresco.

Para rematar:

Crepes de framboesa
1 ovo
1,5 cháv. de farinha de trigo com fermento
1 cháv. de leite
1 beterraba pequena cozida e esmagada (só para dar cor)
1 pitada de sal
óleo para fritar
doce de framboesa diluído em água e sumo de limão, para servir

Picam-se todos os ingredientes no liquidificador. A massa deve ficar consistente mas fluida. Frita-se, numa frigideira antiaderente só lambida de óleo e em lume baixo, pequenas quantidades, andando com a frigideira à roda para cobrir o fundo e obter um crepe fino. Deixa-se cozer até aparecerem bolhinhas à superfície e vira-se para cozer do outro lado. Empilham-se os crepes num prato à parte e serve-se com o xarope de framboesa por cima.

Se ainda couber, acabe-se com a fruta mais bonita do mundo:

Pitaia

E agora uma sesta, para digerir tanto carboidrato...
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domingo, 17 de maio de 2009

Yellow day - comida da cor do Verão

Provavelmente já toda a gente sabe, mas não custa repetir: a Mary organizou este desafio giríssimo, que já vai na quarta prestação. Esta é minha segunda prestação, e volto a fazer das minhas: uma receita? Náaaaa... uma refeição completa! Ainda por cima a cor desta semana é amarelo, a cor do Verão.

Comecemos por uma sopita muito original, diga-se de passagem, e que se quer bem fria, apesar (ou por causa do) picante:

Sopa de banana e caril
1 cebola grande picada
1 c. sopa de azeite
4 bananas às rodelas
2 dentes de alho picados
3 cháv. de água
1 cubo de caldo de legumes
1 c. chá de caril
sal e piri-piri q.b.

Murchar a cebola no azeite e nos temperos, sem deixar queimar. Juntar os restantes ingredientes e ferver por 20 minutos. Liquidificar (ou não). Eu prefiro-a fria, mas é ao gosto do freguês.

A seguir, um prato leve, a servir com uma salada, para se poder dar uns mergulhos a seguir:

Quiche Lorraine
1 massa de tarte pronta
2 cebolas grandes picadas
4 ovos grandes batidos
2 c. sopa rasas de farinha
1/2 L. de leite
1 pacote de queijo Emmenthal ralado
1 cháv. de fiambre cortado em cubinhos
1 cháv. de bacon picado
sal e pimenta

É só murchar a cebola no azeite e juntar o resto numa tigela. Estender a massa numa forma de tarte de fundo falso, picar com um garfo para não enfolar, deitar o recheio e assar em forno médio-baixo por uns 40 minutos ou até alourar.

E, para rematar, uma coisa fresca, mas saborosa, e que não dá muito trabalho:

Cheesecake de limão
200g de bolacha torrada (eu já disse que quase todos os meus cheesecakes são com bolacha torrada? Provem e não vão querer outra coisa.) 
100g manteiga
raspa e sumo de 2 limões
1 lata de leite condensado
200gr de queijo Philadelphia
1 pacote de natas Longa Vida
4 folhas de gelatina incolor
1 limão em gomos para enfeitar

Triturar a bolacha e misturar com a manteiga, em temperatura ambiente, e a raspa dos limões. Forrar o fundo duma forma de fundo falso e levar ao frigorífico enquanto se prepara o resto.
Misturar o leite condensado, o queijo, as natas no liquidificador. Juntar o sumo dos limões e bater mais um bocadinho. Demolhar as folhas de gelatina em água fria, escorrê-las e dissolvê-las num bocadinho de água quente. Juntar a gelatina ao creme e envolver bem. Rechear a base de bolacha e levar ao frigorífico para solidificar. Enfeitar com os gomos de limão.

Enjoy :)
Enjoy :).

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Salada de rúcula e morangos com molho de laranja


Depois de uma manhã inteira a jardinar (e que continuou para a tarde), só me apeteciam coisas frescas e leves. Pus a mesa na varanda, abri o chapéu de sol e fiz uma pratalhada disto:

rúcula selvagem
tomates-cereja
2 queijinhos frescos
morangos
líchias
croutons

Molho de laranja da minha irmã C:
(escusam de tentar que não vai ficar igual ao dela)

azeite q.b.
vinagre balsâmico branco q.b.
1 c. chá de mostarda de Dijon
pimenta moída de fresco
sal
orégãos
sumo de 2 laranjas grandes
1/2 yogurte natural

Delicioso!

domingo, 10 de maio de 2009

Sandocha de lombo e patê de azeitonas pretas

No Brasil, eu vivia a quase 100km do supermercado mais próximo e tinha três arcas frigoríficas enormes. Estes dois factores habituaram-me rapidamente a duas coisas: a comprar em quantidades astronómicas e a guardar quaisquer restos, por mais pequenos que fossem, para as saídas de barco, que duravam o dia todo e que tinham como destino praias invariavelmente desertas. 

Nessas saídas levávamos tudo atrás: papel higiénico, caixas cheias de gelo, sal, azeite, limões, carvão e churrasqueira portátil, etc, não fossemos apanhar (ou comprar a um pescador local) algum peixe pelo caminho. Para não falar em itens básicos para um azar, como fósforos, lanterna, acendalhas, roupa extra para passar a noite ao relento, se fosse caso disso, canas para armar um mosquiteiro, redes para dormir, repelente, antídotos vários, kit para ferimentos leves, duas armas carregadas (ah pois!), etc. Ainda hoje ando (e andarei sempre, dá um jeitão) com pelo menos uma navalha e uma lanterna na carteira.

Claro que não há como uma churrascada feita numa praia deserta, com peixe ou camarões acabados de apanhar, mas eu não passo sem uma boa sandocha, e ainda por cima gosto delas elaboradas. Pão com queijo e/ou fiambre, tout court, é coisa que não me seduz. Por isso, quando fazia carne grelhada durante a semana, fazia sempre a mais. À que sobrava cortava-a em fatias muito fininhas e congelava, assim como sobras de peixe assado, de camarões, etc.

fatias de no máximo 1 cm de bom pão
patê de azeitonas pretas*
sobras de roastbeef (ou picanha ou alcatra grelhadas)
tomate em fatias finas como papel, temperado de véspera com uns pingos de azeite, vinagre balsâmico e sal
folhas de alface ou rúcula selvagem

* Patê de azeitonas pretas:
1 cháv. de azeitonas pretas temperadas e descaroçadas
1 dente de alho
azeite
sal

Pica-se tudo junto na 123 ou esmaga-se muito bem num pilão. Dura uns dias no frigorífico.

O pão tem de ser bom (leia-se denso, pesado, sem buracos, bruto) e as fatias devem ser grandes e finas. Para quem gosta (eu adoro), o pão pode ser da véspera. Barram-se as duas fatias com a pasta de azeitona, espalham-se fatias fininhas de carne por cima e cobre-se com fatias finíssimas de tomate temperado e umas folhas de alface ou rúcula. Para viagem, é melhor embalá-las em filme plástico ou folha de alumínio.
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sábado, 9 de maio de 2009

Cheesecake de nozes e manjericão

Adoro cheesecakes, sejam eles doces ou salgados. Descobri esta receita numa Cláudia de Natal de há uns anos e desde aí vario muito nos sabores. É um acompanhamento fantástico para salmão, por exemplo, lombo de porco assado em fatias fininhas, ou como entrada, como uma salada de rúcula, agrões ou alface iceberg cortada muito fininha (já disse que ando apaixonada por alface iceberg?).

Massa:
2 pacotes (400g) de cream-crackers
100g de manteiga mole
1 cháv. de folhas de manjericão
2 c. sopa de nozes
1 dente de alho
3 c. sopa de parmesão fresco ralado
2 c. sopa de azeite
1 pitada de orégãos
sal e pimenta

Recheio:
600g de requeijão fresco esmagado
150g de cream-cheese
1 envelope de gelatina sem sabor
100ml de natas para bater

folhas de manjericão para decorar

Triturar as bolachas, misturá-las bem com a manteiga e forrar uma forma de fundo falso grandinha, calcando bem. Assar por 10 min em forno quente. Deixar esfriar e levar ao frigorífico por 20 min. 

No liquidificador, bater todos os ingredientes do recheio. Hidratar a gelatina em meia chávena de água quente e misturar. Espalhar este creme na forma e alisar com uma espátula. Resfriar por pelo menos 2 horas. A hora de servir, soltar os lados com uma faca, soltar a forma e passar a base para o prato de servir. Enfeitar com o manjericão.
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quarta-feira, 6 de maio de 2009

White Russian

Às vezes tenho apetites de coisas estranhas, que aparecem assim do nada, sem explicação. Nunca tinha provado isto e não sou de licores nem de bebidas elaboradas, mas apeteceu-me. E é uma delícia. Faz-se assim:

1 cálice de vodka
1 cálice de Tia Maria (licor de café)
1/2 cálice de leite
2 c. sopa de natas batidas
cubos de gelo

Deitar o vodka e o Tia Maria num copo baixo e largo, cheio de gelo. À parte misturar as natas e o leite e deitar por cima com cuidado, sem deixar misturar. Servir com uma palhinha grossa.
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terça-feira, 5 de maio de 2009

Lacão lá de casa


Esta é outra receita de babar das que se faziam lá em casa há muitos anos. Só a Rosa é que ainda tem paciência para a fazer, apesar de não ser das que dá mais trabalho.

1 pá de porco com a pele bem limpa
sal grosso q.b.
1 cebola com 20 cravinhos espetados
4 grãos de pimenta de Cayenna
1 folha de louro
1 raminho de hortelã
2 gemas grandes
pão ralado

É conveniente ter uma caixa de madeira furada por baixo e com o fundo coberto por uma rede, mas qualquer bacia furada resolve o problema. Lá em casa havia uma arquinha de madeira de propósito para o Lacão. Cobre-se o fundo da caixa com uma camada de sal grosso (uns bons dois dedos), deita-se a pá de porco e cobre-se totalmente com mais sal, até ter pelo menos uns dois dedos de sal acima da carne. Tapa-se com uma tampa (que entre na caixa, para comprimir o sal) e põe-se um peso em cima, que pode ser um tacho cheio de água. Fica assim uma semana num sítio fresco. 

No fim desse tempo, lava-se bem a carne em água corrente, escorre-se e coze-se num tacho grande com as pimentas, a cebola com os cravinhos, a hortelã e o louro, por cerca de 2:30 horas ou até estar bem cozida, mas sem se desfazer. Enxuga-se bem com um pano muito limpo (a Rosa fervia os panos em água com uns pingos de vinagre por meia hora para tirar o cheiro a sabão) e escorre-se numa grelha durante uma noite. Pincela-se a carne com as 2 gemas batidas, polvilha-se com bastante pão ralado e vai a assar em forno esperto até alourar. 

Come-se quente ou frio, com grelos e batatas cozidas.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Empada de galinha da Rosa (a melhor do mundo!)


A Rosa entrou para a minha família há exactamente sessenta anos e um mês, no dia em que fez dezassete anos. Era loira, branca, linda de morrer e muito, muito pobre. Chegou a casa das minhas quatro tias-avós (todas solteironas) para servir. Nesse tempo ser criada era um modo de vida, e a Rosa é a melhor criada do mundo. Aliás, ela ofende-se profundamente se lhe chamam empregada: "empregadas são estas brasileiras de agora, menina, que não sabem fazer nada, nem limpar, nem cozinhar, nem engomar uma camisa e não têm respeitos aos patrões! Eu cá sou uma criada e disso já não há!"

Quando a última das minhas tias-avós morreu, a Rosa passou uns anos na nossa casa, para deleite dos meus pais (o meu Pai pela gula e a minha Mãe pelo descanso), mas assim que a minha irmã mais velha anunciou que se ia casar, a Rosa participou imediatamente que ia para casa dela. E a Rosa faz o que quer, sempre fez, e ninguém se atreve sequer a discutir com ela. E foi, claro, para grande desgosto nosso. Ainda hoje a Paula diz que foi o melhor presente de casamento que teve. A Rosa criou o meu Pai e os meus tios, a mim e aos meus irmãos, e os meus sobrinhos todos. E diz para o Pedro se despachar (o mais velho e único com casamento no horizonte) porque ainda quer ir para casa dele criar a quarta geração. Tem 77 anos, feitos há um mês, mas está aí para as curvas.

Cozinha como ninguém. Passa a ferro como eu nunca vi. Faz rendas lindas de morrer (fez pelo menos metade do meu enxoval) e casaquinhos de bebé lindos, sempre azuis, cor-de-rosa ou brancos. E não dá uma receita sem aldrabar qualquer coisa, para preservar o património culinário da família. Mesmo a nós, não dá uma receita sem nos recomendar mil vezes que não é para dar a ninguém. Se ela sonhasse com este blog, eu estava bem tramada...

Esta receita, tirada a ferros, dá para dois pirex médios ou um muito grande:

Massa:

250g de banha
800/900g de farinha (é ir vendo)
2,5 dl do caldo do recheio morno
sal
2 gemas para pincelar

Recheio:

1 galinha das boas, aos bocados e sem pele
10 grãos de pimenta preta
100g de toucinho alto e branco
1 cebola cravada com uns 10 cravinhos
1 ramo de hortelã
4 raminhos de alecrim
1 raminho de cebolinho
2 c. sopa de vinagre
sal

1 cebola picada
azeite para refogar
raspa de noz moscada
pimenta preta moída de fresco
sumo de 1/2 limão
1 cháv. do caldo da galinha
6/7 gemas
1 c. sopa de farinha
2 c. sopa de vinagre
sal

Põe-se a galinha a cozer em água com a cebola, o vinagre, os temperos e sal. Escorre-se, coa-se o caldo e aproveitam-se 2,5 dl para a massa e mais uma chávena para o recheio.

Entretanto faz-se a massa: deita-se a farinha na pedra da mesa, abre-se um buraco e junta-se o caldo morno, a banha aos bocadinhos e o sal. Amassa-se, não muito, até ficar boa para tender. Descansa enquanto se acaba o recheio.

Num tacho grande refoga-se em azeite a cebola picada, mais a cebola que se usou no caldo, sem deixar alourar. Junta-se a carne desfiada e o toucinho picado que se usou no caldo, a noz moscada, a pimenta e o sumo de limão. Noutro tachinho deita-se a c. sopa de farinha, as 2 c. sopa de vinagre, 1 chávena de caldo e as gemas batidas. Deixa-se engrossar e junta-se ao refogado. Prova-se de sal.

Estende-se a massa, dividida em duas, e forra-se um pirex grande (ou dois médios). Junta-se o recheio e tapa-se com o resto da massa. Abre-se um buraco no meio (a chaminé) e decora-se com as sobras de massa (a Rosa costuma fazer uma trança de massa para pôr à volta e folhas recortadas. Pincela-se com as gemas batidas e assa-se em forno médio.

Dá trabalho, pois dá. Mas é a melhor empada de galinha do planeta!
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Green Day: hoje é tudo verde :)

A Mary inventou um desafio giríssimo: em dias marcados previamente (um por quinzena), todos os blogues culinários que quiserem participar devem postar uma receita da cor escolhida. Hoje é o Dia Verde, a minha primeira participação. E, em vez de uma receita só, decidi fazer um almoço leve (a chamar o Verão) e todo ele bem verde, claro.

Começo por uma bela
Caipirinha
1 limão verde* (grandinho)
1 c. sopa de acúcar branco
cachaça*
gelo em cubos
1 copo baixo e grosso
1 palhinha cortada ao meio
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Corto os limões em dois no sentido do veio central, mas passando um pouco ao lado. Em seguida corto cada metade em duas, retirando o veio central, e em mais duas. Deito os oitavos de limão no copo, cubro com o açúcar e com um pingo de cachaça. Esmago bem com um pilão de madeira (neste caso deve ser exclusivo para bebidas) ou de metal. Junto cachaça até meio do copo, mexo, para dissolver o açúcar e encho de gelo.
* ver aqui.

E ainda a condizer com o calor, uma 
Saladinha de Favas e Queijo da Ilha

1 pacote de favas congeladas pequenas
1 fatia média de queijo da ilha
azeite
sal
pimenta preta moída na altura
coentros ou hortelã

Cozo as favinhas em água com sal até estarem tenras. Gosto de as temperar enquanto estão mornas para absorverem melhor os sabores. Junto o queijo em lascas grandes. Junto o azeite e a pimenta preta moída de fresco, levo ao frigorífico uma hora e salpico coentros picados ou hortelã por cima. Sirvo fria. E um vinho verde não ficava aqui mal...

E, para acabar em beleza, um
Fool de Kiwi

1 caixinha de kiwis cortados em bocados
2 yogurtes naturais ou de aloés
1 pacote de natas Longa Vida
sumo de limão
açúcar q.b.

Bato os kiwis, os yogurtes, o sumo de limão no copo e o açúcar. Junto as natas e envolvo sem bater muito. Sirvo bem frio.
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terça-feira, 28 de abril de 2009

Salmão fresco com laranja e cachaça


Cada vez gosto mais de peixe. Não só por estar em dieta (pronto, pronto, não falo mais no assunto!), mas estes anos de Brasil a respirar mar, rio, peixe e crustáceos (estas quatro coisas eram a minha vida lá), fizeram-me apreciar cada vez mais o que vem do mar. E aprender, que eu não era muito versada em cozinhar peixe. Amanhar, escamar e destripar eram para mim pouco mais que palavrões, coisas nojentas que alguém haveria de fazer por mim na peixaria. Não sabia ainda que se faziam caldos de peixe maravilhosos com aquelas porcarias. Agora não. Os peixes, todos eles, não têm segredos para mim.

E salmão, não sendo o melhor, é o mais bonito dos peixes.

Tinha uns lombinhos de salmão no congelador à espera de inspiração. Achei-a nesta receita da Elvira, um dos meus blogs de referência. Não a fiz exactamente igual, mas muito parecida (eu devo ter uma impossibilidade psicológica qualquer que me impede de seguir uma receita à risca...), mas ficou uma delícia.

1 alho francês grande bem picadinho
1 cebola média bem picadinha
1 dente de alho bem picadinho
azeite q.b.
sal e pimenta
1 c. sopa de salsa picada
sumo de 1 laranja da Bahia
1 c. sopa de cachaça
1 embalagem de lombinhos de salmão congelados e limpos

Murchei, sem deixar dourar, a cebola e alho francês em azeite, numa frigideira, juntamente com a salsa picada, o alho e a pimenta. Juntei o sal, o sumo da laranja e a cachaça, e deixei fervinhar para evaporar o álcool. Juntei os lombinhos arrumados numa camada só, tapei e deixei suar por uns 10 minutos. Servi com um cuscuz básico, temperado só com azeite e sal, e uma salada de agrião.
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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Flan de pimentos light

Não fiz isto hoje, mas vi uns pimentos tão bonitos no supermercado que fui à pesca da receita para a pôr aqui. É óptimo e é light. E como estou, para variar, em dieta rigorosa, apavorada pela rápida aproximação da época balnear, é este género de receitas que vão ver por aqui nos próximos tempos :(

1 kg de pimentos vermelhos
1 berinjela sem casca picada
azeite q.b.
3 dentes de alho picados
1 cebola grande picada
2 claras de ovo
1 yogurte natural
sal e pimenta

Asso os pimentos em forno quente até a pele se soltar (no Brasil fazia isto na churrasqueira; ficavam com aquele cheirinho a carvão). Enfio-os dentro de um saco de plástico para suarem, para que seja mais fácil tirar-lhes a pele. Polvilho a berinjela com o sal e deixo descansar por 15 min. Refogo os pimentos já sem pele, a cebola, o alho e a berinjela e deixo cozinhar em lume baixo por 15-20 min. Transfiro para o liquidificador e junto os ovos, as natas e a pimenta e pico tudo até ficar homogêneo. Asso numa forma untada em banho-maria, aí por 1 hora, mas depende do forno. Fica óptimo quente, como acompanhamento de carnes vermelhas, ou morno/frio, só acompanhado com uma salada para um almoço leve, e até como entrada, servido com torradinhas.
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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vieira do mar

Não, não é uma homenagem à minha musa... mas podia ser.

1/2 kg de vieiras limpas
sal e pimenta preta moída de fresco
sumo de meio limão
farinha q.b.
1 c. sopa de azeite
2 c. sopa de vinho branco
rúcula ou agriões para servir

Lavam-se as vieiras em água fria e escorrem-se muito bem em papel absorvente. Temperam-se de sal, pimenta e uns pingos de limão e passam-se por farinha, tirando o excesso. Numa frigideira grande, aquece-se o azeite e alouram-se as vieiras, sem as sobrepôr, uns 3 minutos de cada lado, com muito cuidado para não cozinharem demais (ou emborracham, como os camarões). Retiram-se para uma travessa e junta-se o vinho à frigideira, deixando reduzir uns minutos. Deita-se o molho sobre as vieiras e servem-se logo sobre rúcula ou agriões, com mais uns pingos de limão, se se quiser.

Foi o meu jantar e estavam deliciosas. O Diogo comeu um bife a seguir :)
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domingo, 19 de abril de 2009

Batido de ananás com menta


Uma das coisas de que francamente tenho saudades do Brasil é dos sumos naturais que a Paizinha me fazia todas as manhãs. As frutas abundam, como toda a gente sabe, e são excelentes. É até estranho pensar que as sobremesas tradicionais brasileiras são sempre à base de ovos e leite condensado... uma pena.

1 ananás grande e maduro em bocados
6-8 folhas de menta
açúcar, se precisar
água q.b.
cubos de gelo

Bati tudo no liquidificador, saí para a varanda logo de manhã para dar as boas-vindas ao sol que voltou hoje e bebi quase metade :)))
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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Lombinhos de tamboril no vapor com tomilho e limão

Voltei à dieta e à falta de imaginação para variar de saladas e grelhados. Hoje fiz uma variante, que saiu óptima, e finalmente usei a "panela" chinesa para cozinhar a vapor. É facílima de usar, só tem de ter o tamanho certo para encaixar na wok sem chegar à agua a ferver.

2 lombinhos de tamboril (dos congelados)
sumo de meio limão
tirinhas de casca de limão (só da parte amarela)
folhas de tomilho fresco (do jardim de cheiros da minha irmã, o meu ainda nem nasceu)
sal e pimenta branca

Temperei os lombinhos de manhã com o sumo do limão, as tirinhas da casca, o tomilho, o sal e a pimenta, e deixei-os a marinar. Deitei dois dedos de água na wok e montei o cesto por cima, sem tocar na água. Aconcheguei os lombinhos na rede tapei e deixei cozer no vapor por 20-25 minutos (eram altos). Servi com salada de agrião (para mim) e arroz de cenoura (para o Diogo).

Facílimo, saborosíssimo e quase sem calorias. Ah!, e chique!
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terça-feira, 14 de abril de 2009

Omelette de espargos verdes

Depois do fim-de-semana prolongado em terras alentejanas (já para lá voltava...), em que se comeu e bebeu tanto que engordámos todos (éramos quase 30, em 2 casas) uns bons kilos, é altura de ter vergonha na cara, aka voltar à dieta, ou pelo menos comer coisas levezinhas. Por estes dias tenciono comer muitas saladas e pouco mais. Mas o Diogo não vai em cantigas destas. Para o calar, faço muitas omelettes e dou-lhe arroz, que ele adora, e despacho-me em 10 minutos das tentações da cozinha.

3 ovos
1/2 molho de espargos verdes
1 dente de alho
2 c. sopa de leite
sal e pimenta
azeite q.b.

Lavo os espargos e raspo os caules, cortando-lhes um terço do comprimento. Ato-os e fervo-os em água por 2 minutos. Corto-os em bocadinhos e deito-os na wok com o alho picado e o azeite, para os refogar em lume baixo até estarem tenros. Bato os ovos com o leite, o sal e a pimenta e junto à wok. Depois é jeito de pulso para que a omelette se enrole sobre o recheio e fique redondinha e dourada.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fui

... de fim de semana.
Boa Páscoa!
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Gourmets


A comida para gourmets tem obrigatoriamente de ser cara? Um artigo interessante do Público, apesar de ter uns meses, desmistifica essa ideia. Ora vejam.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Divagações com massa filo

Nunca tinha usado massa filo. Onde eu vivia no Brasil não se encontrava em parte nenhuma (nem daquelas massas para tartes prontas, quanto mais filo), por isso estava desertinha para experimentar.

Truques que aprendi na net:
  1. Tirar a massa do frigorífico e abrir o pacote à última da hora, pois seca em minutos e fica muito quebradiça.
  2. A massa doura em menos de 5 minutos, mesmo com o forno no mínimo. Por isso, para aquecer bem o recheio, mantive o forno com a porta entreaberta, usando uma caixa de fósforos.
  3. Sirvam em pratos grandes, ou vão andar a apanhar bocadinhos de massa pela casa toda :)
Como o pacote trazia uma data de folhas, acabei por fazer duas receitas com o que havia em casa, uma doce e outra salgada, e saíram muito boas.

Trouxinhas de cogumelos e feta:

1 embalagem de queijo feta, em cubinhos
1 frasco de cogumelos laminados
1/2 pacote de mascarpone
piri-piri
titinhas de alho-francês para atar as trouxinhas
manteiga derretida para pincelar a massa

Fiz 8 trouxinhas, intercalando 4 ou cinco quadrados de massa de aproximadamente 20 x 20 e usando forminhas de empada para as manter direitas. Deitei cogumelos no fundo, feta por cima, cobri com uma colherada de mascarpone e salpiquei de piri-piri. Entrouxei, à falta de melhor termo, e atei com a tirinha de alho-francês. Pincelei com mais manteiga por fora e assei por dez minutos, para dar tempo de derreter o recheio e dourar. Ficaram uma beleza.

Tarte de maçãs reineta, frutos secos e canela:

4 maçãs reinetas grandes, em cubinhos pequenos
1 pacote de frutos secos variados, picados grosseiramente
1 cháv. de passas
3 c. sopa de manteiga gelada, em bocadinhos
4 c. sopa de açúcar
canela q.b.

Esta fiz aberta, numa tarteira, pincelando à mesma as folhas de massa com manteiga derretida e sobrepondo-as desencontradas. Cobri o fundo com as maçãs, os frutos secos e as passas, e salpiquei com os cubinhos de manteiga, o açúcar e a canela. Assei por uns 15 minutos, até dourar. Ficou óptima.

Para a próxima vou experimentar um recheio de maçã reineta, farinheira e sumo de limão que deve ser de comer e chorar por mais.
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segunda-feira, 30 de março de 2009

Fettuccine com camarão e rúcula

Quando não se sabe o que fazer para o jantar (e se esquece que a hora mudou e que já são quase oito e meia...), faz-se pasta. É rapidíssima, até pode ser chic e é sempre deliciosa.

fettuccine q.b. (gosto desta, mas o que houver serve)
1 pacote de miolo de camarão descascado grande
1/2 pacote de rúcula selvagem
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
azeite, sal e piri-piri

Coze-se o fettuccine em muita água e sal até ficar al dente. Numa frigideira, refoga-se a cebola e o alho no azeite, sem deixar queimar. Junta-se o miolo de camarão e o tempero, tapa-se e deixa-se suar por 5 minutos, para fazer molho. Junta-se o fettuccine escorrido, envolve-se, e à última da hora junta-se a rúcula para que murche. Já está.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Tarta Castillo (de aloés e limão), em homenagem ao L.

Fui passar o fim-de-semana a Marvão, essa terra assombrosa "onde se vêem as costas dos pássaros", cheia de lendas, num monte de uns amigos. Eles são de fazer grandes cozinhados e vinhaças, portanto nunca levo nada de consistente. Mas não sabem fazer doces e o L. é muito guloso.

À última da hora e sem tempo para ir fazer compras, quis fazer qualquer coisa para levar. E, como sempre que não sei bem o que fazer, faço tartes. Esta foi inventada, feita com o que tinha no frigorífico. E só vos digo!, já a devia ter inventado há mais tempo! Ficou óptima, mesmo depois de ter viajado mais de 200km.

1 massa de tarte pronta (porque tinha uma no fim do prazo; mas devia ter feito uma massa de bolacha)
3 pacotes de natas Longa Vida
4 yogurtes com pedacinhos de Aloe Vera (Intermarché, não sei a marca)
açúcar q.b. (talvez umas 5 c. sopa; é ir provando)
raspa de um limão grande (só a parte amarela)
tirinhas de casca de limão para enfeitar

Assei a massa, coberta de feijões, em forno muito baixo, até dourar (usei uma tarteira de paredes altas para obter uma tarte funda). Tirei do forno, tirei o papel de alumínio com os feijões e deixei arrefecer completamente. À parte, bati as natas até endurecerem bem. Juntei o açúcar, os yogurtes e a raspa de limão e deitei na massa. Levei ao frigorífico até endurecer completamente e enfeitei com as tirinhas de limão. No dia seguinte, depois da viagem, meti-a no congelador para arrefecer bem. Acontece que o almoço atrasou e a tarte foi servida quase congelada. Ficou ainda melhor.
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segunda-feira, 16 de março de 2009

Salada de salmão (e mais uma data de coisas) da Teté

Esta salada faz-se em cinco minutos, porque tudo o que leva está pronto, à excepção dos ovos cozidos. É óptima, leve, mas ao mesmo tempo satisfaz plenamente. Não é propriamente light, mas podia ser pior...

Observação importante: deve comer-se, de preferência, a bordo de um veleiro ancorado em frente a Cascais, acompanhada de bom vinho branco muito frio e com amigos (foi como eu a comi no sábado :D)
Para 4 pax:
3 pacotes de rúcula selvagem (a outra sabe a relva), ou alface
20 tomates cereja cortados ao meio
1 queijo feta em cubos
4 ovos cozidos cortados em meias-luas
1 cháv. de azeitonas pretas sem caroço cortadas em rodelas
1 vidro de espargos verdes cortados em três
2 embalagens de salmão fumado (do Lidl, por exemplo) em bocados
1 bom cacho de uvas sem graínhas cortadas ao meio

Para o molho:
azeite q.b.
vinagre balsâmico q.b.
1 c. chá de mostarda de Dijon
1 c. sopa de mayonnaise
sal

Misturar os ingredientes da salada. Fazer o molho à parte e misturar.
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quarta-feira, 11 de março de 2009

Cachaço em forno lento à moda da Tia Rosário

A propósito deste post da Mariana e do facto de ter amigos para jantar amanhã, lembrei-me de telefonar à minha sogrinha querida e adorada (sem gozo!), que faz os melhores assados no forno que eu alguma vez provei na vida (para não falar do resto), para me ensinar o tempero especial dela.

Os meus assados resumem-se a uns frangos vulgares de lineu, às pernas de borrego em vinha de alhos e sumo de laranja (isso, modéstia à parte, faço muito bem), aos lombos de porco com ameixas; enfim, o costume. Mas este corte, o cachaço, que considero dos melhores (quais secretos quais carapuça!), é excelente para assar, ainda mais se ainda tiver o osso, o que não é obrigatório. E ainda por cima é barato. Só vantagens, portanto.

E vamos à receita, que é só isto:

1 cachaço de porco com ou sem osso (podem sempre pedir para desossar, mas tragam o osso à mesma para assar junto com a carne)
1/2 garrafinha de molho de soja
1 c. sopa de pimenta preta moída de fresco
ramos de alecrim fresco
6 dentes de alho picados
azeite q.b.
1 cebola em fatias
1 copo de vinho branco
Pica-se a carne toda com uma faca pequenina e molha-se com o molho de soja. Tempera-se com a pimenta, o alecrim e o alho picado. Deita-se azeite num pirex e faz-se uma cama de rodelas de cebola, onde se deita a carne. Rega-se com mais azeite e com o vinho e cobre-se com película aderente. Vai ao frigorífico, onde fica pelo menos 2 dias a marinar. Vai a forno baixo, onde assa tapado com papel de alumínio pelo menos umas três horas, destapando na última meia-hora, e subindo o forno, para corar. Se necessário, acrescenta-se com mais vinho ou água.
Se sobrar (o que eu duvido), faz as melhores sandochas do planeta!
PS - Assou cinco horas em forno muito baixo e corou mais meia-hora em forno alto.
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Wanna!


terça-feira, 10 de março de 2009

A salada de tomate perfeita

Adoooooro salada de tomate, mas não de qualquer uma. E, pasme-se, gosto ainda mais dela no dia seguinte.
3 tomates grandes, bons, maduros (mas firmes), carnudos, saborosos, orgânicos de preferência (ah pois!)
1 cebola pequena
azeite muito bom
vinagre balsâmico tinto muito bom
sal grosso
orégaos (que podem ser secos) ou manjericão fresco
queijo fresco em cubinhos
uma faca muito bem afiada
Não tiro a pele ao tomate, porque o corto em fatias finíssimas (e quando digo finíssimas, é meio centímetro no máximo - e já é muito) nem as graínhas, porque gosto delas no molho. A cebola também é cortada o mais fina possível, em meias luas para ser mais fácil. Misturo, tempero (pouco azeite, muito vinagre, sal e ervas q.b.), misturo bem e enfio-a no frigorífico por umas horas, se possível. Antes de servir, junto o queijo.
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Peitos de frango com uvas

Ando doida à procura de receitas rápidas de fazer frango e peru. Esta tem azeite e uvas (que têm imenso açúcar), mas uma pessoa também não é de ferro :)

2 peitos de frango
1 cacho grande de uvas moscatel
1 cálice de xerez
azeite q.b.
sal e pimenta

Tempero os peitos de frango com sal e pimenta e alouro-os ligeiramente no azeite. Retiro e, no mesmo azeite, salteio as uvas até ganharem cor. Junto os peitos de frango e o cálice de xerez e deixo cozinhar, tapado, por 10 min. No fim destapo para reduzir um pouco o molho e já está. Para me redimir, comi só com uma salada de tomate (temperada com mais azeite!).
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sexta-feira, 6 de março de 2009

Tcharan! Blattertorte da Kika

E cá está ela. Umas melhores sobremesas do mundo, quanto a mim. Sai cara, dá uma trabalheira desgraçada a fazer e só com muita prática é que se consegue que fique bonita e inteira, mas é tãããão boa que vale cada cêntimo.

250g de manteiga mole
250g de farinha
120g de açúcar
125g de miolo de amêndoa
1 clara de ovo

1/2 frasco de doce de framboesa
sumo de limão q.b.
açúcar em pó para polvilhar

Juntam-se todos os ingredientes da massa, amassam-se e dividem-se em 5 partes. Com um rolo da massa, estende-se cada parte entre duas rodelas grandes de papel vegetal até obter uma bolacha muito fina. Tira-se a rodela de cima do papel e corta-se a massa em círculo, com a ajuda de um prato raso. Retiram-se as sobras e reservam-se. Faz-se isto com todas as partes da massa e, com as sobras, obtém-se a sexta bolacha. As bolachas vão a forno baixo, nas costas de um tabuleiro, e assam por 10-15 minutos, sem se deixar dourar. Retiram-se do forno em cima do tabuleiro e, com muito cuidado para não se partirem, retiram-se do papel enquanto quentes para cima da mesa (um fundo de tarteira ou uma espátula bem grande dão jeito), onde arrefecem completamente. À parte, dilui-se o doce de framboesa com uma c. sopa de água e uns pingos de limão. Já no prato de servir, empilham-se as bolachas de massa com muito cuidado, barrando cada uma com 2 c. sopa de doce. A última (deve ser escolhida a mais perfeita) é apenas polvilhada com açúcar em pó, com a ajuda de uma peneira fina. Come-se no próprio dia, pois no dia seguinte está mole.

Aqui está um passo-a-passo na Bimby. Mas é muito mais fácil de fazer com a técnica do papel vegetal.
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terça-feira, 3 de março de 2009

segunda-feira, 2 de março de 2009

Salada tropical de sapateira

O Diogo trouxe ontem de Setúbal duas sapateiras fresquíssimas. Uma, maior que a outra, foi comida ontem ao natural, com (pouquíssimo, no meu caso) pão torrado e uma salada de alface, como nós gostamos. Com a outra, bem mais pequena, vou fazer uma salada (again...) rica, parecida com uma receita que vi na televisão num programa do Ainsley, mas feita com lagosta.

1 sapateira pequena cozida em água e sal
1 pacote de rúcula selvagem
1 manga e 1 mamão em cubinhos
1 chili vermelho picado
Manjericão e coentros picados
Molho:
3 c. sopa de yogurte natural
azeite, sumo de limão e sal

Forrei o tal prato grande com a rúcula, pus as frutas em cubos por cima e a sapateira (a carne das patas desfiada e misturada com o molho da carapaça) aos bocados por cima. Salpiquei com o chili. Com o resto fiz o molho, que servi à parte e que quase não usei, tão bem temperada estava a sapateira.

Dietas assim, venham elas!

Salada light de frango e manga

Um excelente e abundante almoço que me saciou por duas horas - não foi nada mau. Já sei que a manga engorda, mas era pequena e eu adooooro manga.
1 peito de frango assado ou grelhado, desfiado
1 manga pequena cortada em cubos pequenos
1 pacote de rúcula selvagem
sumo de 1 laranja
1 c. sopa de azeite
sal e pimenta
coentros picados
Misturar tudo (eu gosto de misturar os ingredientes do molho à parte) e servir num prato grande (que é para parecer mais!).

domingo, 1 de março de 2009

Devaneios light na wok

Estou em dieta. Rigorosa. E porque acredito piamente que ninguém se interesse em ver postadas receitas de frango grelhado com salada de cenoura, peru grelhado com salada de tomate, pescada ao vapor com feijão verde, salada de tomate com queijo fresco e afins, não tenho publicado nada. Mas hoje fiz uma coisa deliciosa, muito light, para variar um bocadinho dos grelhados que já não posso nem ver. Ficou óptimo, rico, molharengo.

1 c. sopa de azeite
1 pacote de mistura de cogumelos congelados
1 alho francês em rodelas fininhas
400g de camarões descascados congelados (grandes)
1 c. sopa de sultanas
1 c. sopa de molho de soja
sal, piri-piri

Na wok, em lume alto, salteei rapidamente os cogumelos no azeite. Quando começaram a largar água, juntei os camarões e o alho francês, as sultanas, os temperos e o molho de soja e deixei cozinhar, mexendo frequentemente, aí uns dez minutos, se tanto.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Não...

... ainda não é hoje. Ainda por cima estou de saída de fim-de-semana com a Kika, a melhor cozinheira do mundo. Quando chegar, lá para terça (e me conseguir mexer de tanta comezaina que vai ser...) conto tudo, prometo.
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tarte de brócolos e queijo da ilha

Preguiça... mas com este frio, só apetece estar enrolada à lareira. Fiz uma tartezita simples, mas deliciosa:

1 massa de tarte
300ml de crème épaisse
1 yogurte natural
1 copo de leite
1 pacote de queijo da ilha ralado
1 pacote de brócolos congelados (em raminhos pequenos)
5 ovos
sal, piri-piri e salsa picada

Bati bem os ovos com a vara de arames, juntei o leite, as natas e o yogurte e bati outra vez. Juntei o queijo e temperei (cuidado que o queijo da ilha é salgado). Desenrolei a tarte, arrumei os raminhos de brócolos no fundo e juntei o recheio de ovos e queijo. Assei em forno baixo por 45 mim, mais ou menos, e servi só com salada.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Acham mesmo que...

... costeletas do fundo com cogumelos e natas e batatas fritas de compra a acompanhar dava direito a post? Estão muito enganados...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Geleia de pétalas de rosa

O meu amigo Paulo faz anos hoje. E um passarinho disse-me
que ele tinha especial predilecção por rosas de Santa Teresinha e óperas de Wagner. Eu bem tentei achar uma receita que incluísse as duas coisas, mas não consegui. Portanto, meu querido, pega no iPod e vai para a cozinha fazer esta receita. E parabéns!

1 cháv. de pétalas de rosa
1,5 cháv. de água
sumo de 1 limão
1,5 cháv. de açúcar granulado ou em pó
1 c. sopa de pectina

Juntar metade da água, as pétalas de rosas lavadas e o sumo de limão no liquidificador e picar muito bem. Juntar o açúcar e voltar a picar bem até o dissolver. À parte, num tachinho em lume brando, ferver a pectina na restante água por 1 minuto, mexendo sempre. Retirar do lume, juntar ao liquidificador e picar tudo outra vez por mais 1 minuto. Deixar arrefecer um bocadinho e guardar em frascos esterilizados.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Sopa queimada da Kika


Não sou muito de sopas, a não ser três ou quatro excepções. Mas esta que comi ontem, em casa da Kika, numa casa fantástica com vista para a Lagoa de óbidos, estava deliciosa. E é facílima de fazer. E com quase nada em casa.

4 cebolas grandes picadas
3 c. sopa de manteiga
2 cháv. de farinha
água quente q.b.
3 ovos batidos
sal e pimenta

Refogam-se as cebolas na gordura até quase queimarem - devem ficar bem castanhas. Junta-se a farinha e mexe-se vigorosamente. Depois vai-se acrescentando a água aos poucos como para um béchamel, mexendo sempre, até ter a quantidade desejada. Temperar de sal e pimenta só no fim e picar com a varinha mágica. Deve ficar espessa. À parte, bater os ovos e deitá-los devagar na sopa a fervinhar, batendo com uma vara de arames para se formarem fios.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Tarte de requeijão

Ando com apetites de doces, o que não é nada típico em mim. Já abasteci a despensa e o frigorífico de uma data de gulodices nada habituais: bolachas torradas para massas de cheesecakes, pacotes de natas, queijos frescos, passas, miolo de noz e de amêndoa, tablettes de chocolate preto, açúcar com fartura, ovos a mais...

Deus queira que isto me passe depressa. Enquanto não passa, fica aqui a sobremesa de hoje, uma receita velhinha do Pantagruel que fui modificando:

1 massa de tarte pronta
250g de bom requeijão (uso 300g)
130g de açúcar (uso 150g)
150ml de crème épaisse ou natas batidas (uso 200ml)
2 c. sopa de manteiga (nunca ponho)
2 ovos (uso três)

Abro a massa numa tarteira de fundo falso e paredes altas, furando-a com um garfo, e asso-a um bocadinho em forno baixo, sem deixar dourar. Entretanto, bato os ovos com o açúcar até clarearem. Junto os restantes ingredientes e bato tudo junto. Deito o creme na forma e volta ao forno até dourar a massa e cozer o recheio.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Massa de empadas for dummies

Este post da Elvira lembrou-me a mais prática receita de massa para empadas que eu já fiz na vida. O modo de fazer é praticamente o mesmo (e é tããão o meu género...): metem-se todos os ingredientes da massa dentro do liquidificador, vulgo copo, e já está. Mais fácil, impossível.

Não é tão boa para uma empada grande (a da Elvira, pelos vistos, funcionou), porque enfola muito. Exactamente pela mesma razão, é excelente para empadinhas - ficam lindas, altas, douradinhas. A única coisa que dá trabalho é ter de untar as forminhas uma a uma, que deve ser a coisa que eu menos gosto de fazer na cozinha - o que também se resolve com manteiga derretida e um pincel. Mas pronto, o resto é tão fácil que compensa. Não me lembro da quantidade certa que rende, mas são muitas. Eu tinha 36 forminhas das mais pequenas e comprei-as por alguma razão, por isso deve ser por aí.

3 ovos inteiros
1 cháv. de óleo
1 cháv. de leite
1 cháv. de cream-cheese
3,5 cháv. rasas de farinha
1 malagueta
Sal e fermento q.b.
Opcionais: coentros, orégãos, manjericão... o que se quiser

Bater tudo no liquidificador. Fica uma massa bastante líquida que se usa deitando metade numa forminha untada, recheia-se e a outra metade por cima, enchendo no máximo 2/3 da forminha. Vão a assar em forno baixo até dourar.

Podem rechear-se com várias coisas: restos de carne, frango, camarões, cubinhos de queijo da ilha, roquefort, chèvre, presunto, etc, tudo em quantidades muito pequenas - colher de café.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Massada de potas

Ando a treinar para uma jantarada de 12 pessoas que vou dar um fim-de-semana destes. Tenciono fazer uma massada de peixe e marisco, que é um excelente prato para jantaradas - só suja um tacho e é fácil de manter quente - mas já não a faço há uns tempos. Ontem fiz uma parente pobre dela, para ver se saía bem.

1 kg de tranches de pota congeladas
1/2 pacote de macarrão
azeite q.b.
1 cebola picada
2 alhos franceses em rodelas
2 dentes de alho fatiados
1 piri-piri
10 grãos de pimenta preta
2 folhas de louro
sal
3 c. sopa de massa de tomate
1 copo de vinho branco
1 L de água a ferver
coentros picados q.b.

Refoguei, num tacho grande, os alhos, a cebola e os alhos franceses no azeite, juntando-lhes o piri-piri, os grãos de pimenta inteiros e as folhas de louro. Antes que começassem a fritar demais, juntei-lhes a massa de tomate e o vinho. Deixei tomar sabor e juntei as tranches de pota e o sal. Deixei apurar por 5 minutos, só para os sabores se misturarem. Juntei a água quente e deixei ferver até as potas estarem tenras. Nessa altura juntei o macarrão, deixei ferver até cozer a massa e salpiquei de coentros.
Claro que não chega aos pés de uma boa massada de peixe «à séria», mas ficou boa.
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Tarte de frango à Florence Nightingale

Ainda na onda do post anterior (ou seja, ainda armada em enfermeira...), quis vingar-me. Portanto, fiz uma coisa que adoramos os dois - tartes - de uma coisa que eu adoro e que ele odeia - frango. Usei:

1 massa de tarte pronta (pâte brisée)
1 embalagem de frango já desfiado (do Intermarché, não sei a marca)
1 embalagem de emmenthal em cubos
5 ovos inteiros
1 pacote de natas Longa Vida
1 copo de leite gordo
sal, piri-piri, salsa picada seca (para enfeitar) e noz-moscada

O modus operandi não tem nada que saber: abri a massa na tarteira, espalhei o frango desfiado e os cubinhos de queijo por cima. À parte, bati, com uma vara de arames, os ovos com as natas, o leite e os temperos, deitei por cima do frango e do queijo, e assei em forno baixo até achar que estava douradinha.

Saiu-me o tiro pela culatra: o Diogo comeu quase metade...

Tarte de chocolate fenomenal

Já toda a gente sabe que ter um homem doente em casa é um inferno. Não generalizando, são mariquinhas, pedinchões, acham sempre que estão às portas da morte (é uma gripe, por amor de Deus!) e que estamos a fazer-lhes as últimas vontades e que, por isso, não é mais que a nossa obrigação satisfazer todos os seus caprichos. Haja paciência!

Ora eu até ando bem disposta e, com este frio, com vontade de me chegar ao fogão. Foi a sorte do Diogo. Apeteciam-lhe doces, de chocolate, de preferência - é tão chocólatra como eu, benza-o Deus. Vim à pesca de ideias para uma tarte de chocolate e descobri esta receita no blog da Anna. Não é um original dela, e sim da Anette, mas foram as fotografias da Anna que me tentaram (a que postei aqui, por exemplo). Mudei um bocadinho a receita, pois só tinha uma tablette e, como a Anna, não fiz massa de bolacha.
Esta é a receita-base:
massa de bolachas (usei massa folhada de compra)
2 tablettes de bom chocolate preto (usei uma, 70% cacau, da Lindt)
1,5 pacotes de natas (usei dois, Longa Vida)
2 c.sopa de açúcar (usei 4, este chocolate é mais amargo)
1 pitada de sal
125g de manteiga mole
... a que acrescentei:
1 pacote de natas batidas com 1 c.sopa de açúcar para cobrir
2 c. sopa de cacau em pó e 100g de amêndoas laminadas para polvilhar
O modo de fazer foi igual. Assei a massa (coberta de feijões) até dourar. Deixei arrefecer, enquanto fazia o recheio. Levei 1,5 pacotes de natas ao lume com o sal e o açúcar, mexendo sempre até quase levantar fervura. Tirei do lume e juntei-lhe a manteiga e o chocolate partido, mexendo até incorporar tudo. Juntei as natas que tinham sobrado, esperei arrefecer, deitei sobre a massa e levei-a ao frigorífico para solidificar. Entretanto, bati o outro pacote de natas com 1 c. sopa de açúcar e cobri o recheio de chocolate já endurecido. Polvilhei com o cacau e com as amêndoas.
Ficou excelente e linda de morrer. Esta receita vai direitinha para o rol das "fáceis e boas para impressionar".
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